Porto Alegre, quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

  • 27/03/2014
  • 16:34

Paralisação dos funcionários do Clínicas prejudica atendimento

Excetuando-se os médicos, as demais categorias protestaram pedindo reajuste e melhores condições de trabalho

Profissionais cruzaram os braços | Foto: André Avila

Profissionais cruzaram os braços | Foto: André Avila

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

A paralisação de quase todos os profissionais da saúde no Hospital de Clínicas, na manhã desta quinta, prejudicou o atendimento aos pacientes. Excetuando-se os médicos, as demais categorias protestaram pedindo reajuste salarial e melhores condições de trabalho. O ato deverá continuar nesta sexta, integrando o movimento liderado pelos profissionais do Grupo Conceição.

Vindo do município de Santa Barbara do Sul, na região do Planalto Médio, José Odilon da Rosa não conseguiu realizar na manhã de ontem uma consulta que esperava há meses. No atendimento, ele deveria apresentar os resultados de exames anterior e passar por uma nova avaliação. “Saí da cidade às 3h da madrugada e vim até aqui para descobrir que terei que remarcar a consultar”, lamentou ele, enquanto esperava o transporte para retornar ao município. Rosa tem fibrose no pulmão e a consulta era fundamental para receber os medicamentos.

Em frente à emergência do Clínicas a mobilização de profissionais era grande. De acordo com o diretor do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde (SindiSaúde), Gilnei Borges, o atendimento de urgência e as consultas de emergência - tratamento de hemodiálise - foram mantidos. Os demais serviços estão paralisados. “Como há muitos pacientes internados, o número de profissionais parados ainda é pequeno. Mesmo assim, a adesão ao movimento é grande”, afirmou ele. O líder sindical enfatizou que sem as condições ideais de trabalho, muitos profissionais estão ficando doentes. “É um ato em defesa dos trabalhadores”, resumiu.

Uma das categorias que integrou a paralisação foi a enfermagem. De acordo com a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do RS (Sergs), Claudia Santos, a paralisação reflete uma série de indignações acumuladas ao longo dos últimos anos, como a falta de pessoal e os baixos salários.

Segundo a Assessoria de Imprensa do Hospital de Clínicas, o atendimento de emergência e de ambulatório foi mantido, mas pela manhã foram registrados bloqueios no acesso aos dois locais.

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