Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 28/03/2014
  • 15:50
  • Atualização: 15:51

Paralisação prejudica atendimento no GHC

Paralisados por tempo indeterminado, servidores reivindicam 4% de aumento real

Paralisação prejudica atendimento no GHC | Foto: Mauro Schaefer

Paralisação prejudica atendimento no GHC | Foto: Mauro Schaefer

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  • Cláudio Izaías / Correio do Povo

A greve dos servidores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) prejudicou o atendimento de pacientes. Cirurgias e consultas começaram a ser canceladas em função da paralisação dos funcionários. De acordo com a direção do GHC, nos hospitais da instituição de saúde na quinta-feira haviam 67 procedimentos cirúrgicos agendados e 33 foram suspensos por falta de pessoal. Nos ambulatórios, dos 259 atendimentos agendados, 34 foram suspensos. O motivo para o cancelamento dos procedimentos é a falta de pessoal para compor a equipe, uma vez que apenas os médicos não aderiram ao movimento.

A paralisação dos trabalhadores atinge os hospitais Nossa Senhora da Conceição, Cristo Redentor, Criança Conceição e Fêmina, 12 postos de saúde e a UPA Moacyr Scliar.

O presidente do Sindisaúde, Arlindo Ritter, informou que o sindicato mantém o número mínimo de 30% dos trabalhadores para atendimento dos casos de urgência. A paralisação também afeta a rotina no ambulatório do Hospital Cristo Redentor. O local foi trancado pelos grevistas. Consultas eletivas, algumas marcadas há meses, foram canceladas. O ambulatório do Cristo Redentor realiza uma média de 150 consultas por dia, em áreas como traumatologia e ortopedia, neurologia e especializadas para cirurgias vascular, plástica e buco facial.

Querendo 4% de aumento real, servidores dizem aguardar negociação

O presidente da Associação dos Servidores do GHC, Valmor Guedes, disse que o segundo dia de greve dos trabalhadores alcançou 70% de adesão. Segundo ele, a direção do hospital ainda não procurou a categoria para negociar e, por isso, eles seguirão paralisados por tempo indeterminado, respeitando os 30% de efetivo de trabalhadores na ativa, conforme determina a lei.

Os servidores reivindicam aumento real de 4% e equiparação do vale-alimentação ao dos funcionários do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, considerado referência para trabalhadores federais, jornada de 30 horas e o pagamento de gratificações.

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TAGS » Greve, Saúde, GHC