Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 31/03/2014
  • 08:28
  • Atualização: 08:34

Japão deve interromper caça a baleias no Oceano Antártico

País capturou mais de 10 mil animais entre 1987 e 2009

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  • AFP

O Japão deve interromper a caça das baleias no Oceano Antártico, ordenou nesta segunda-feira a Corte Internacional de Justiça (CIJ), ao considerar que Tóquio realiza uma atividade comercial sob a fachada de uma ação científica.

"O Japão deve revogar todas as permissões, autorizações e licenças concedidas dentro do "programa de pesquisas" Jarpa II e abster-se de conceder qualquer nova permissão dentro deste programa", declarou o juiz Peter Tomka durante uma audiência no Palácio da Paz de Haia.

Segundo o juiz, as permissões especiais de captura "não são concedidas com objetivos de pesquisa científica".
Desta maneira, a CIJ dá razão à Austrália. O governo australiano recorreu à CIJ em 2010, alegando que o Japão praticava a caça da baleia com objetivos comerciais, sob o pretexto de um programa de pesquisa científica.

Tomka mencionou a "falta de transparência" do sistema de cotas do Japão, que segundo ele "não é razoável".
"A concepção do programa tem relação com considerações financeiras, mais do que critérios puramente científicos", destacou.

O Japão, que alega que a caça da baleia é uma tradição ancestral, afirma que suas atividades são científicas, mas não esconde que a carne dos cetáceos capturados depois termina nos mercados do país.

De acordo com o governo australiano, o Japão capturou mais de 10 mil animais entre 1987 e 2009.

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