Correio do Povo | Notícias | Brasil amarga 38ª colocação em teste de raciocínio lógico

Porto Alegre

14ºC

ver a previsão completa

Porto Alegre, sábado, 24 de Setembro de 2016

  • 01/04/2014
  • 11:19
  • Atualização: 11:46

Brasil amarga 38ª colocação em teste de raciocínio lógico

Programa Internacional de Avaliação de Alunos avaliou 85 mil estudantes de 44 países

  • Comentários
  • AE

O Brasil decepcionou no Programa Internacional de Avaliação de Aluno (Pisa), avaliação internacional que mede competências de alunos em diferentes nações. O país ficou em 38º lugar em uma lista de 44 países, de acordo com o resultado divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Tradicionalmente voltado para Leitura, Matemática e Ciências, pela primeira vez o Pisa mediu a capacidade de estudantes de 15 anos para resolver problemas de matemática aplicados à vida real. No topo do ranking ficaram países asiáticos como Cingapura, Coreia do Sul e Japão. Já entre os últimos colocados, estão Uruguai, Bulgária e Colômbia.

Com 428 pontos, o Brasil ficou abaixo da média da OCDE, que era de 500 pontos. O Pisa também mediu distorções regionais nas habilidades dos estudantes. Enquanto a Região Sudeste do País teve 447 pontos, o Nordeste registrou apenas 393. O Norte teve o pior índice entre os brasileiros, com 383 pontos, abaixo apenas de algumas regiões dos Emirados Árabes Unidos no ranking global.

Nem todos os países que se saíram bem em disciplinas como matemática e ciência tiveram bons resultados no teste de resolução de problemas. Por outro lado, os estudantes do Reino Unido, Estados Unidos e Japão se saíram melhor nestes testes do que em disciplinas-chave.

O relatório concluiu que as disparidades de gênero na resolução de problemas são pequenas, especialmente entre os alunos com baixo desempenho. Mas os estudantes com melhor desempenho são em grande parte os meninos, exceto na Austrália, Finlândia e Noruega. Em média, há três rapazes de alto desempenho para cada duas meninas.

Cerca de um em cada nove alunos são capazes de resolver os problemas mais complexos, entretanto, em Cingapura, Japão e Coréia, um em cada cinco tem a mesma capacidade. Em média, nos países da OCDE, cerca de um em cada cinco estudantes são capazes de resolver apenas os problemas mais simples.

Confira abaixo o ranking:

1º) Cingapura - 562 pontos

2º) Coreia do Sul - 561

3º) Japão - 552

4º) China/Macau - 540

5º) China/Hong Kong - 540

6º) China/Xangai - 536

7º) China/Taipé - 534

8º) Canadá - 526

9º) Austrália - 523

10º) Finlândia - 523

11º) Reino Unido - 517

12º) Estônia - 515

13º) França - 511

14º) Holanda - 511

15º) Itália - 510

16º) República Tcheca - 509

17º) Alemanha - 509

18º) Estados Unidos - 508

19º) Bélgica - 508

20º) Áustria - 506

21º) Noruega - 503

22º) Irlanda - 498

23º) Dinamarca - 497

24º) Portugal - 494

25º) Suécia - 491

26º) Rússia - 489

27º) Eslováquia - 483

28º) Polônia - 481

29º) Espanha - 477

30º) Eslovênia - 476

31º) Sérvia - 473

32º) Croácia - 466

33º) Hungria - 459

34º) Turquia - 454

35º) Israel - 454

36º) Chile - 448

37º) Chipre - 445

38º) Brasil - 428

39º) Malásia - 422

40º) Emirados Árabes - 411

41º) Montenegro - 407

42º) Uruguai - 403

43º) Bulgária - 402

44º) Colômbia - 399

Bookmark and Share


TAGS » Ensino, Ranking