Correio do Povo

Porto Alegre, 31 de Julho de 2014


Porto Alegre
Agora
18ºC
Amanhã
16º 25º


Faça sua Busca


Notícias > Política

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

01/04/2014 11:47 - Atualizado em 01/04/2014 12:15

Tumulto marca sessão da Câmara sobre 50 anos do golpe

Limite de 100 convidados no plenário provocou debate entre alguns deputados

Limite de 100 convidados para sessão no plenário provocou debate entre alguns deputados<br /><b>Crédito: </b> Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP
Limite de 100 convidados para sessão no plenário provocou debate entre alguns deputados
Crédito: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP
Limite de 100 convidados para sessão no plenário provocou debate entre alguns deputados
Crédito: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP

Tumulto e confusão marcaram o início da sessão solene na Câmara dos deputados que relembra nesta terça-feira os 50 anos do golpe militar de 1964. A decisão da presidência da Casa de limitar a 100 o número de convidados para acompanhar a sessão no plenário provocou debate entre alguns deputados e seguranças da Casa.

Depois da confusão, o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reviu a medida e liberou a entrada ao plenário e também à galeria. De acordo com o secretário-geral da Mesa, Mozart Viana, a restrição foi tomada para evitar um confronto entre grupos a favor e contrários ao golpe de 1964.

Segundo Mozart, na semana passada, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) solicitou 200 convites e a deputada Luiz Erundina (PSB-SP), o mesmo número. Para evitar o confronto, ficou decidido que seriam distribuídos 100 convites para entrar no plenário, proporcionalmente ao tamanho das bancadas, e as galerias seriam fechadas.

O deputado Amaury Teixeira (PT-BA) criticou a medida. “Quando é homenagem aos militares não tem isso. Esse país precisa se libertar dessa história de louvação aos símbolos militares”, disse o petista. “Nunca foi exigido isso (senha) para as uma sessão solene”, acrescentou.

Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) elogiou a liberação do público para acompanhar a solenidade. “Esperamos o presidente da Casa chegar e, como era de se esperar, ele entendeu que estava se criando uma tensão desnecessária.”

Durante o discurso da deputada Luiza Erundina, autora do requerimento para realização da solenidade, um grupo exibiu uma faixa parabenizando os militares pelo golpe. O ato provocou tumulto e os presentes, alguns que foram vítimas ou tiveram familiares torturados pelo regime, chamaram o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de assassino. Antes de começar a solenidade, ele ofendeu uma jornalista que perguntou se, para ele, o golpe não existiu.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da Casa, assinou um ato da Mesa inaugurando o Ano da Democracia, da Memória e do Direito à Verdade – que terá uma agenda de eventos políticos, culturais e educativos e se estenderá até o fim de 2014.

Bookmark and Share


Fonte: Agência Brasil






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.