Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 02/04/2014
  • 10:37
  • Atualização: 10:55

Hortaliças e legumes puxam inflação em Porto Alegre, aponta FGV

IPC-S registrou variação de 1,07% na quarta semana de março

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  • Correio do povo

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal de Porto Alegre (IPC-S) registrou variação de 1,07%, na apuração realizada na quarta semana de março . O resultado foi 0,06 ponto percentual superior ao divulgado na terceira semana de março, que foi de 1,01%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alimentação foi uma das responsáveis pela variação, passando de 1,06% em fevereiro para 2,12% em março. A salada do portoalegrense ficou bem mais cara. A variação em março foi 29,95%, com destaque para o tomate, 66,82%, alface, 32,02% e batata inglesa 31,89%.

Em março de 2013 as variações foram 9,99%, 16,81%, -3,25% e 13,49% respectivamente. O clima que no final de 2013 e início de 2014 havia favorecido a oferta do tomate, agora esta prejudicando a produtividade. Outro item que chamou atenção, além das cinco maiores influências informadas no release, foi a variação do preço dos ovos, 13,25% em apenas 30 dias.

Nesta edição, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam ainda a Comunicação, cuja taxa passou de 0,62% para 0,85%.

A análise deste resultado mostra que as pressões acima ou igual à variação média foram exercidas pelos grupos: Alimentação; 2,12%, Educação, Leitura e Recreação; 1,94% e Vestuário; 1,07%. Mostra também que se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Comunicação; 0,85%, Transportes; 0,70%, Habitação; 0,49%, Saúde e Cuidados Pessoais; 0,23% e Despesas Diversas; 0,15%.

O núcleo do IPC-S/Porto Alegre registrou variação de 0,77%. Em relação a fevereiro, quando a taxa ficou em 0,55%, o núcleo avançou 0,22 pontos percentuais. No ano, o indicador apresentou variação de 1,84% e nos últimos 12 meses, 4,89%. Para o cálculo do núcleo foram excluídos os itens com variações inferiores a 0,00% e superiores a 2,10%.

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