Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 02/04/2014
  • 12:22
  • Atualização: 12:40

Ministro da Fazenda defende Petrobras no caso Pasadena

Guido Mantega afirmou que tem certeza que colegiado agiu corretamente

Ministro da Fazenda defende Petrobras no caso Pasadena | Foto: Gervásio Baptista/ Agência Brasil / CP

Ministro da Fazenda defende Petrobras no caso Pasadena | Foto: Gervásio Baptista/ Agência Brasil / CP

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  • Agência Brasil

O governo não teme investigação sobre a Petrobras, disse nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao Programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ele lembrou que, embora não estivesse no Conselho de Administração da Petrobras à época em que foi adquirida a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, tem a convicção de que o colegiado agiu corretamente. A compra da unidade tem levantado discussões entre a oposição e a base do governo após denúncias de que o negócio trouxe prejuízos para a empresa brasileira.

Nessa terça-feira, o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, para investigação de denúncias de irregularidades na empresa, foi lido no plenário do Senado. Logo após a leitura do requerimento, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou questão de ordem à Mesa Diretora do Senado pedindo a impugnação da comissão. “Nesta ocasião e em outras, o Conselho de Administração é formado por pessoas da mais alta competência dos setores público e privado. Portanto, analisou, na época em que essa questão foi colocada, com toda discriminação e com toda a profundidade necessária”.

Mantega disse ainda que não está sendo convidado pelo Congresso Nacional para depor sobre o caso, mas, sim, a presidente da empresa, Graça Foster. Segundo ele, Graça tem mais condições de esclarecer o assunto, assim como também o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O ministro fez questão de destacar ainda que a empresa sempre foi fiscalizada, independentemente da existência ou não de investigação no Congresso Nacional.

“Na verdade, a Petrobras é investigada o tempo todo. O Tribunal de Contas da União e as auditorias internas da empresa (têm investigado). A Petrobras tem o tempo todo as suas atividades analisadas. Não só o Conselho de Administração do qual faço parte, mas (qualquer auditoria) pode e deve investigar. Nós somos favoráveis a isso. Vamos ver (com isso) que a empresa trabalha na mais alta regularidade”, disse Mantega.

O ministro, que atualmente é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, disse também que a empresa é uma das mais importantes do mundo e a que mais faz investimentos no setor, com exceção das companhias chinesas. Segundo ele, só no ano passado foram investidos US$ 48 bilhões na Petrobras.

“Estamos fazendo investimentos para extrair petróleo do pré-sal. A produção já está aumentando. A partir deste ano, nós vamos aumentar a produção da Petrobras em 7,5% e, nos próximos anos, a empresa irá aumentar muito a sua produção e a exportação. (A Petrobras, que é sólida e valiosa,) vai apresentar seu resultado nos próximos anos”, concluiu Guido Mantega.



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