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03/04/2014 11:50 - Atualizado em 03/04/2014 12:37

Dilma defende economia e diz que inflação está sob controle

Comitê de Política Monetária elevou taxa básicas de juros pela nona vez seguida

Dilma afirmou que o governo tem conseguido manter a inflação dentro da meta<br /><b>Crédito: </b> Antônio Cruz / Agência Brasil / CP
Dilma afirmou que o governo tem conseguido manter a inflação dentro da meta
Crédito: Antônio Cruz / Agência Brasil / CP
Dilma afirmou que o governo tem conseguido manter a inflação dentro da meta
Crédito: Antônio Cruz / Agência Brasil / CP

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quinta-feira a política econômica e disse que o governo tem conseguido manter a inflação dentro da meta nos últimos 12 anos. Nessa quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros – a Selic -  para 11% ao ano, em uma tentativa de conter o avanço inflacionário.

"A inflação vem sendo mantida nos últimos 11 (anos), agora 12 anos, dentro dos limites fixados pelo Conselho Monetário Nacional e assim ocorrerá também em 2014. A dívida líquida do setor público em relação ao PIB (Produto Interno Bruto, a soma dos bens e serviços do país), que mede a capacidade do país de pagar suas dividas internas e de ser viável, tem decrescido sistematicamente. Em 2002, chegava a 62%, hoje chegamos a 33,7%. Nossa política fiscal está mantida, olhando justamente essa tendência de queda de divida sobre o PIB", disse a presidente em discurso durante 1º Fórum Nacional das Confederações das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (Cacb).

Dilma também argumentou que o Brasil, apesar das inconstâncias do mercado financeiro internacional, conseguiu acumular reservas nos últimos anos. "Temos um conjunto de reservas que nos preserva em relação à extrema volatilidade. Somos um dos países em desenvolvimento que tem maior número de reservas, chegamos a US$ 377 bilhões", apontou.

Em discurso direcionado à associações comerciais, micro e pequenos empresários, Dilma defendeu enfaticamente a desburocratização e a simplificação de processos para quem quer investir em pequenos negócios. "Sabemos que a burocracia mata a inventividade, a criatividade, a liberdade de iniciativa e dificulta o empreendedorismo", frisou. "A
desburocratização da relação do Estado com as micro e pequenas empresas torna-se algo central. O governo está totalmente comprometido com o processo de desburocratização", acrescentou.

Entre as medidas de desburocratização para o setor, Dilma disse que o governo trabalha para diminuir para cinco dias o tempo para a abertura ou o fechamento de uma empresa. A presidente listou, também, a universalização do Simples Nacional, a ampliação das linhas de crédito para micro e pequenos empresários e a criação de um programa de capacitação nos moldes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) como metas do governo para beneficiar o setor.

Segundo Dilma, as micro e pequenas empresas são prioridade para o governo porque o setor é um dos "mais dinâmicos e includentes" da economia brasileira. "É um setor que cresce contra tudo e contra todos. Tem que ser privilegiado porque é uma verdadeira estratégia de desenvolvimento produtivo do nosso país", avaliou.

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Fonte: Agência Brasil






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