Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 03/04/2014
  • 22:39
  • Atualização: 22:41

Prejuízo com vandalismo em Porto Alegre já soma R$ 80 mil

A cada dez placas de trânsito instaladas, três são vandalizadas

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  • Correio do Povo

Porto Alegre convive diariamente com depredações públicas. Paradas de ônibus e sinaleiras são atingidas, prédios pichados, placas de trânsito e fio furtados. No ano passado, esses atos deixaram prejuízo de R$ 500 mil. Entre janeiro e março, a conta já soma R$ 80 mil. Os grandes terminais e avenidas são os alvos mais constantes dos ataques.

• Vandalismo na sede da prefeitura gera prejuízo de R$ 16 mil

Quem passa pela avenida Assis Brasil pode constatar as pichações nas paradas de ônibus. Na avenida Bento Gonçalves, a realidade não é diferente, assim como em diversos outros pontos espalhados pela cidade. O entorno escolar é alvo constante, assim como monumentos.

Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), de cada dez placas que são colocadas nas vias, três retornam vandalizadas. Nos bairros, as depredações também ocorrem de forma intensa.

O gerente de Mobilidade e Sinalização Viária da EPTC, Abaeté Torres, observou que os danos constantes trazem, além de prejuízos financeiros, risco de morte por acidentes para a população. “Os danos são passíveis de conserto, mas a vida não tem como recuperar. Não é somente de custo material que estamos falando”, afirmou o gerente.

Segundo Torres, a EPTC controla, através da Central de Monitoramento, a atuação dos vândalos, mas não é possível acabar com a prática. Um total de 116 câmeras foram instaladas nos principais cruzamentos, com mais tráfego de veículos, para facilitar o monitoramento do trânsito e também das depredações. “Conseguimos identificar furto de fios através das imagens, mas apostamos na educação para diminuir os ataques”, explicou.

Equipes da EPTC atuam, através de palestras e esquetes teatrais, em escolas, a fim de conscientizar, por meio da educação, sobre a importância do patrimônio público. Foi criado ainda o Museu da Intolerância, na sede da EPTC, para expor os objetos e materiais danificados nas ruas da Capital. “Quem presenciar depredações deve denunciar, para que a prática não se intensifique ainda mais”, frisou. Para denunciar o número utilizado é o 118.

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