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04/04/2014 11:30 - Atualizado em 04/04/2014 11:37

"Eu ainda erro", admite Papa Francisco

Em encontro com cinco jovens católicos belgas, pontífice também revelou ser teimoso

"Eu já errei e ainda erro", afirmou o Papa Francisco em uma entrevista pouco comum com cinco jovens católicos belgas e reproduzida nesta sexta-feira por vários meios de comunicação italianos e a agência I.Media. Neste encontro em sua biblioteca particular, transmitido no site deredactie.be, o Papa argentino afirma ter aprendido a "ouvir o que os outros pensam", embora seja uma pessoa "teimosa". "Dizem que o homem é o único animal que cai duas vezes no mesmo lugar. Erros foram grandes mestres para a (aprendizagem) da minha vida. Eu não diria que aprendi com todos os meus erros. Alguns não, porque eu sou teimoso", declarou.

Os cinco jovens católicos foram recebidos em 31 de março, graças à intervenção de seu bispo, Lucas Van Looy. As perguntas foram feitas em inglês e o Papa respondeu em italiano. Questionado sobre esses erros, o ex-arcebispo de Buenos Aires disse que foi nomeado superior muito jovem e admite que "cometeu muitos erros com o autoritarismo".

Jorge Mario Bergoglio foi eleito em julho de 1973, aos 36 anos, provincial dos jesuítas argentinos por seis anos. O fim de seu mandato, sob a ditadura militar, foi marcado por tensões entre jesuítas de posições opostas. O Papa também voltou a falar sobre a desigualdade social: "Eu ouvi uma pessoa dizer: quando ele fala dos pobres, o Papa é comunista! Mas não, é uma bandeira do Evangelho: a pobreza sem ideologia, os pobres são o centro do Evangelho". Francisco ainda lamentou a "cultura da rejeição" das crianças, dos jovens e idosos: "As crianças são rejeitadas, não queremos ter filhos, apenas pequenas famílias! Os velhos são rejeitadas: quantos morrem vítimas de uma eutanásia escondida, porque não cuidam deles!" "E agora também são os jovens que são rejeitados", acrescentou, citando o desemprego juvenil na Itália.

O Papa falou de sua esperança, após citar os "muitos políticos jovens, aqui, como em Buenos Aires". "Estou feliz porque, à vesquerda ou à direita, eles tocam novas músicas, eles têm um novo estilo de política". Sobre o medo, Francisco respondeu: "medo de mim mesmo! Há um medo bom e um mau medo. Este último é a prudência. Aniquila você, e temos de expulsar da gente".

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Fonte: AFP






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