Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 05/04/2014
  • 09:02
  • Atualização: 09:04

Julgamento de presidente deposto é retomado no Egito

Mohamed Mursi foi acusado de matar manifestantes em dezembro de 2012

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  • AFP

O julgamento do presidente islamita deposto Mohamed Mursi, acusado da morte de manifestantes em dezembro de 2012, será retomado neste sábado na capital egípcia.

Deposto pelo exército no dia 3 de julho de 2013, Mursi é processado por ter "incitado seus partidários a cometer assassinatos premeditados" durante confrontos que deixaram sete mortos no dia 5 de dezembro de 2012 em frente ao Palácio Presidencial do Cairo.

Mursi, o único presidente do Egito eleito democraticamente, corre o risco de ser condenado à pena capital, assim como seus 14 co-acusados, ex-funcionários de alto escalão de seu governo, colaboradores próximos e líderes da Irmandade Muçulmana. O ex-presidente tem outros dois julgamentos pendentes - por espionagem e fuga da prisão - e também é alvo de acusações por desacato ao tribunal.

A Irmandade Muçulmana, acusada de estar por trás de dezenas de ataques contra policiais e soldados desde a destituição do presidente islamita, foi declarada uma organização terrorista em dezembro. Desde então, seus partidários são alvo de uma repressão implacável que deixou ao menos 1.400 mortos, segundo a Anistia Internacional

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