Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 05/04/2014
  • 09:10
  • Atualização: 09:12

Afeganistão inicia eleição presidencial

País elegerá sucessor de Hamid Karzai

Afeganistão inicia eleição presidencial | Foto: Aref Karimi / AFP / CP

Afeganistão inicia eleição presidencial | Foto: Aref Karimi / AFP / CP

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  • AFP

As seções eleitorais abriram suas portas neste sábado no Afeganistão, às 7h locais, para o primeiro turno da votação que elegerá o sucessor do presidente Hamid Karzai.

Sob fortes medidas de segurança e a ameaça dos rebeldes talibãs, os primeiros eleitores enfrentaram a chuva em Cabul para depositar seu voto nas urnas. Ao menos duas pessoas ficaram feridas pela explosão de uma bomba próxima de uma zona eleitoral na província de Logar, no centro do país.

A eleição vai designar o sucessor de Karzai, o único presidente do país desde a queda dos talibãs e que, segundo a Constituição, não pode disputar um terceiro mandato. Os resultados preliminares do primeiro turno serão divulgados no dia 24 de abril. O eventual segundo turno está previsto para 28 de maio.

Cerca de 13 milhões de pessoas estão aptas a votar, mas as previsões mais otimistas não esperam uma participação muito maior que 50%, em grande parte por causa das ameaças dos talibãs de atacar os centros de votação.

Teste de estabilidade

A votação é considerada um teste sobre a estabilidade do Afeganistão e a solidez de suas instituições antes da retirada, até o fim do ano, das forças da Otan.

Entre os favoritos das eleições estão Zalmai Rasul, ex-ministro das Relações Exteriores, Ashraf Ghani, um economista de grande reputação, e Abdullah Abdullah, líder da oposição que ficou em segundo lugar na votação de 2009.

O enviado especial da ONU em Cabul, Jan Kubis, avaliou que esta eleição foi "muito melhor preparada" do que a última, em 2009, uma votação caótica marcada por fraudes maciças que levaram à reeleição contestada de Karzai.

Kubis destacou que a presença de uma "avalanche" de observadores afegãos é um elemento positivo para a credibilidade da eleição, apesar da redução do número de observadores internacionais devido à violência.

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