Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 05/04/2014
  • 15:24
  • Atualização: 15:31

Instrutores e familiares pedem mais segurança nas ruas

Categoria realizou protesto na manhã deste sábado

Categoria realizou protesto na manhã deste sábado | Foto: Samuel Maciel

Categoria realizou protesto na manhã deste sábado | Foto: Samuel Maciel

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  • Jézica Bruno / Correio do Povo

Atualmente são exigidas quatro aulas de direção noturnas por aluno, que começam a partir das 17h e podem se estender até às 22h40 min, dependendo da carga horária estabelecida por cada um dos CFCs. Os profissionais atuam por cerca de 9h por dia e temem principalmente a violência que aumenta no período da noite. A reivindicação por mais segurança ocorreu na manhã deste sábado durante manifestação de cerca de 80 instrutores de auto escola realizada manhã deste sábado nas rua de Porto Alegre.

Alguns familiares do instrutor que foi morto no último dia 27 participaram da homenagem. O primo de Rodrigo, Adriano Moraes, reafirmou a importância da luta pela segurança para que mais vidas não sejam perdidas. “Estamos tentando evitar que o que aconteceu com o meu primo não se repita. Temos que tentar reformular o horário, tentar fazer alguma coisa diferente, a violência está muito grande. Não adianta lamentar depois que já aconteceu, o nosso vazio ninguém vai preencher mais”, comentou Moraes.

Há 29 anos na profissão, a instrutora Lourdes Bernadete de oliveira Barcelos, de 55 anos, já foi assaltada por duas vezes. As marcas de faca ainda permanecem em diversas partes do seu corpo. “Fui assaltada na Lomba do Pinheiro e na rua José do Patrocínio. Na primeira vez o assaltante passou a faca em diversos pontos do meu corpo e roubou a minha bolsa. Durante a noite é sempre mais perigoso, temos medo, mas precisamos fazer as aulas”, afirmou Lourdes.

Enquanto as aulas continuam sendo exigidas no período da noite, em locais que apresentam maior fragilidade de segurança, o medo prevalece e a luta continua para que, os 24 quilômetros percorridos hoje, não sejam repetidos em decorrência de outra morte.

Na última quarta-feira, a Brigada Militar (BM) garantiu reforçar o efetivo em pontos onde ocorre a maioria das aulas práticas dos CFCs em Porto Alegre, sobretudo durante o período noturno. Os profissionais dos CFCs aguardam uma reunião, ainda sem data marcada, para discutir junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS) a obrigatoriedade das aulas noturnas.

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