Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 07/04/2014
  • 22:54
  • Atualização: 23:01

MP pede condenação por crime doloso a dois réus de acidente da TAM

Denise Abreu e Marco Aurélio Santos teriam assumido riscos que provocaram morte de 199 pessoas

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  • Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação de dois réus no acidente do voo TAM JJ 3054, que causou a morte de 199 pessoas em 2007. Para a procuradoria, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu e o então diretor de Segurança de Voo da TAM Marco Aurélio dos Santos de Miranda devem responder por atentado doloso contra a segurança do transporte aéreo. Para o MP, eles assumiram os riscos de expor ao perigo os aviões que operavam no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo e caso condenados podem pegar até 24 anos de prisão.

Em relação ao então vice-presidente de Operações da TAM, Alberto Fajerman, também denunciado no processo, o MPF pediu a absolvição do réu por falta de provas.

No acidente, no dia 17 de julho de 2007, um avião que saiu de Porto Alegre chocou-se contra o prédio da TAM Express, ao lado do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por não ter conseguido parar na pista ao pousar. Além dos passageiros e da equipe de bordo, morreram pessoas que estavam em terra.

Os réus foram ouvidos pela 8ª Vara Criminal Federal em São Paulo, no último dia 14 de fevereiro. A partir dos depoimentos, a procuradoria teve prazo de 45 dias para apresentar as alegações finais, entregues na sexta-feira. A defesa terá agora o mesmo prazo para apresentar sua argumentação. Depois disso, deverá ser publicada a sentença, que pode sair apenas no segundo semestre deste ano.

Os três réus haviam sido denunciados por atentado culposo contra a segurança do transporte aéreo. No entanto, após a análise dos depoimentos e provas apresentados durante o processo, o procurador Rodrigo de Grandis avaliou que Denise Abreu e Marco Aurélio Miranda agiram para permitir a continuidade dos pousos em Congonhas, mesmo sabendo que as condições não eram apropriadas.


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TAGS » Aviação, Geral, TAM