Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 08/04/2014
  • 22:46

Paralisação no Clínicas termina nesta quarta-feira

Desde o início da greve no GHC, 500 cirurgias eletivas não foram realizadas

  • Comentários
  • Correio do Povo

Servidores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre encerram nesta quarta-feira paralisação de três dias iniciada na segunda. Segundo o Sindisaúde, 70% aderiram à mobilização. Eles pedem reposição salarial de 21,87%. “Estamos trabalhando em sistema de rodízio de andares”, explicou o vice-presidente do sindicato, Rudinei da Silva. “O profissional precisa atender de 12 a 15 pacientes e não há contratação de pessoal”, afirmou o técnico em segurança do trabalho João Menezes, que atua no Clínicas há 28 anos. “A situação piorou ao longo dos anos.” Para os enfermeiros, não é pago aumento real desde 2012, segundo a presidente do sindicato da categoria no Estado, Cláudia Santos. “Profissional desvalorizado não rende.”

A Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) se reunirá na quinta para decidir os rumos da greve. Segundo o presidente da entidade, Valmor Guedes, a mobilização só acabará se houver condições conjunturais para um desfecho favorável às principais reivindicações: “Uma proposta de reajuste com aumento real, nenhum desconto salarial pelas ausências na greve e abertura de um foro para que se estabeleça a eleição das lideranças”. Desde o início da greve, 500 cirurgias eletivas deixaram de acontecer e houve redução de 30% nos atendimentos de emergência.

Para o diretor executivo do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre, Tibiriçá Rodrigues, o reajuste pedido pelo Sindisaúde não é realista. “Quem vai pagar 21,87% com uma inflação de cerca de 5% ao ano?”, questionou.

Bookmark and Share