Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 12/04/2014
  • 09:23
  • Atualização: 09:27

Homens armados invadem posto policial na Ucrânia

Incursões marcam tentativas de tomada de edifícios governamentais

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Cerca de 20 homens armados invadiram um posto policial na cidade ucraniana de Slavyansk, no Leste do país, neste sábado. Já na cidade de Donetsk, autoridades ucranianas conseguiram expulsar um outro grupo que tentou tomar o controle do escritório da promotoria.

As incursões marcaram as tentativas mais recente de tomada de edifícios governamentais na região industrial do país desde o último fim de semana, quando ativistas pró-Kremlin invadiram unidades administrativas regionais em três cidades do leste da Ucrânia e exigiram uma maior independência.

Os manifestantes permanecem barricados no interior da sede do governo regional em Donetsk e em escritórios de serviços de segurança em Lugansk, embora as autoridades ucranianas tenham retirado um grupo de ativistas de um prédio do governo em Kharkiv no início da semana. As negociações têm sido realizadas em Donetsk e Lugansk para resolver os impasses de forma pacífica.

O ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, disse que ativistas invadiram um posto policial em Slavyansk, uma cidade que ainda não fora alvo de protestos pró-Moscou. Segundo o ministro, os ativistas foram tratados como terroristas tendo em vista que estavam armados. "A resposta será muito dura, porque há uma enorme diferença entre manifestantes e terroristas", disse ele. "Os terroristas com armas serão tratados com tolerância zero".

As autoridades também disseram que um grupo de homens tentou invadir o gabinete da promotoria de Donetsk, mas foram expulsos. "Todos foram expulsos. O edifício está seguro agora", disse Avakov. O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, apresentou na sexta-feira um plano para dar mais poder para as regiões do país, como forma de acalmar a agitação no leste do país.

Kiev ofereceu uma anistia para os manifestantes se eles baixarem as armas e deixarem os edifícios, mas as autoridades alertaram que podem enviar forças de segurança para invadir os edifícios ocupados se os manifestantes não se retirarem.

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