Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 14/04/2014
  • 11:53
  • Atualização: 12:06

Confiança de empresários gaúchos cai 5,6%, aponta Fecomércio

Desempenho em março foi influenciado por condições atuais e expectativas

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  • Correio do Povo

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio do Rio Grande do Sul (Icec-RS) encerrou o mês de março com uma queda de 5,6% (117,2 pontos) em relação ao mesmo mês do ano passado. O desempenho foi influenciado pelos componentes de condições atuais (-13,7%) e de expectativas (-4,8%), e confirma um início de ano marcado pela retomada da tendência de redução moderada da confiança do empresariado gaúcho, após uma interrupção dessa trajetória no segundo semestre de 2013. O Icec-RS é pesquisado pela CNC e divulgado pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS).

A redução da confiança vem sendo influenciada, de forma mais determinante, pela piora na percepção em relação às condições atuais, seguida pela queda da expectativa quanto ao futuro próximo. “A opinião dos empresários sobre a economia está sendo impactada negativamente por fatores como inflação relativamente elevada, ciclo de alta de juros em curso, crescimento abaixo das expectativas e deterioração das finanças públicas federais”, destaca o presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi.

O indicador de condições atuais, com 87,9 pontos em março, representa um decréscimo de 13,7% em relação a março de 2013. O índice foi puxado para baixo pela percepção dos empresários quanto à economia brasileira (-22,1%). No que se refere ao setor e à própria empresa, os recuos foram de -12,5% e -8,2%, respectivamente. Já o indicador de expectativas quanto ao futuro registrou queda de -4,8% - disseminada em todos os seus componentes - em relação ao mesmo mês de 2013, atingindo 152,0 pontos em março de 2014. O dado também é puxado principalmente pela percepção em relação à economia brasileira.

A pesquisa da Fecomércio-RS mostra um avanço de 1% no indicador referente aos investimentos do empresário do comércio, que atingiu 111,8 pontos em março de 2014. Em relação a março de 2013, houve um acréscimo mais significativo no nível de investimentos em geral das empresas (+2,5%). “Apesar disso, é importante salientar que esse componente registra quedas recorrentes nos últimos meses”, ressaltou De Marchi. Ainda na mesma base de comparação, o componente referente à percepção quanto ao nível de estoques apresentou alta (+ 0,7%) e o de contratação de mão de obra ficou praticamente estável (+ 0,1%).


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