Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 15/04/2014
  • 18:45
  • Atualização: 18:49

Ucrânia retoma aeroporto em combate com pelo menos quatro mortos

Exército ucraniano entrou em combate com milícias pró-Rússia

Exército ucraniano recuperou controle de aeroporto no leste do país | Foto: Anatoly Stepanov / AFP

Exército ucraniano recuperou controle de aeroporto no leste do país | Foto: Anatoly Stepanov / AFP

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  • Agência Brasil

Ao menos quatro pessoas morreram nesta terça-feira durante combates entre as forças especiais ucranianas e as milícias pró-Rússia do aeroporto de Kramatorsk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. Após a conclusão da operação, o presidente ucraniano interino, Olexandre Tourtchinov, anunciou que “forças especiais tinham libertado o aeroporto dos terroristas”.

“Sim, há mortos”, assegurou em declarações à agência ucraniana UNN um porta-voz do Ministério da Defesa ucraniano, que tinha anteriormente divulgado uma “operação especial” para libertar o local do controle dos grupos pró-russos. Entretanto, a comunicação social russa, que cita fontes das milícias pró-russas de Kramatorsk, informaram que os combates fizeram de quatro a 11 mortos entre os ativistas separatistas. “Há quatro mortos e dois feridos entre as milícias. Os combates terminaram. As milícias recuaram. A parte ucraniana assumiu o controle do aeroporto”, afirmou um porta-voz dos ativistas, citado pela agência russa estatal Ria Novosti.

O chefe da operação antiterrorista lançada no domingo pelas autoridades ucranianas, general Valeri Krutov, advertiu nesta terça-feira as milícias pró-russas de que “não vão existir mais ultimatos” e que o Exército ucraniano “irá combater os invasores estrangeiros”.

Uma grande parte do Leste da Ucrânia, de maioria russófona, na fronteira com a Rússia, enfrenta há vários dias uma insurreição armada pró-russa. O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, afirmou que a Ucrânia está à beira de uma guerra civil. “Serei breve: a Ucrânia está à beira da guerra civil, é assustador”, disse o primeiro-ministro e ex-presidente da Rússia, citado pelas agências russas.

Medvedev acrescentou ter esperança de que “as autoridades de fato’” da Ucrânia não permitam “esse tipo de terrível perturbação”. A Rússia não reconhece o governo de Kiev, apoiado pelos países ocidentais, que assumiu o poder durante a crise que levou à destituição do presidente ucraniano Viktor Ianukovitch, considerado pró-russo.

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