Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 15/04/2014
  • 22:10
  • Atualização: 08:11

"Ele nem parece ser médico", lamenta avó sobre pai de Bernardo

Jussara Ugglione afirma que pediu guarda à justiça em Três Passos, mas não conseguiu

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  • Renato Oliveira / Correio do Povo

"Ele nem parece ser médico. Não tenho palavras para qualificá-lo", disse nesta terça-feira a avô materna de Bernardo Ugglione Boldrini, Jussara Ugglione, se referindo ao genro e pai da criança assassinada. O menino de 11 anos foi encontrado morto em Frederico Westphalen nessa segunda e os principais suspeitos do crime são o pai, a madrasta e uma amiga do casal.

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A aposentada Jussara, 73 anos, afirmou que tentou junto à Justiça o direito de receber a guarda do neto, mas não foi possivel. O fórum e a promotoria de Três Passos informaram que o procedimento não foi realizado por conta de uma última tentativa de reaproximação do menino e seu progenitor. A avó, contudo, pensa diferente: "Acredito que existia uma diferença em virtude de eu ser uma aposentada e o pai do meu querido neto ser médico", relatou.

A avô salientou que apenas depois de quatro anos conseguiu ver o neto no mês de março quando ele esteve em Santa Maria visitando a madrinha de batismo. Jussara também informou que desde 2010 não falava com o pai de Bernardo.

O corpo de Bernardo foi encontrado nessa segunda-feira em Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de onde a família vive. A primeira versão sobre o caso aponta que, antes de desaparecer, Bernardo teria ido à casa de um amigo, mas a Polícia Civil tem a informação de que o menino teria participado de uma festa.

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