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16/04/2014 09:50 - Atualizado em 16/04/2014 12:07

Pai teria ajudado na ocultação de cadáver, diz delegado

Mário Wagner relatou que madrasta seria autora da morte do menino Bernardo

Após a morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, a Polícia Civil, aos poucos, revela partes de um crime que chocou o Rio Grande do Sul. O diretor do Departamento de Polícia do Interior, delegado Mário Wagner, afirmou nesta quarta-feira que o pai teria ajudado na ocultação do cadáver da criança. "O que nós descobrimos através dos primeiros depoimentos é de que ele (pai) soube da morte do filho e ajudou a esconder o corpo. Isso está comprovado", disse em entrevista à Rádio Guaíba.

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Ainda que o resultado da necropsia não tenha sido divulgado, o delegado Mário Wagner explicou que a madrasta de Bernardo teria praticado o crime com o auxílio da amiga. Ele ainda confirmou o uso de barbitúricos, uma espécie de sedativo, e uma injeção letal, com uma substância ainda desconhecida da polícia. "A certeza que nós temos é que foi um crime doloso cometido pela atual companheira do pai e com a ajuda da amiga dela", afirmou.

Ao comentar os dias que antecederam a descoberta do corpo de Bernardo, localizado em um matagal de Frederico Westphalen, Wagner lembrou da gravação em que o pai relata a um radialista que está à procura de Bernardo, até então dado como desaparecido. "Ele nunca se referiu ao Bernardo como filho. Somente quando o repórter perguntou a relação é que ele esclareceu o parentesco. Depois, descobrimos que o pai tentou desviar a investigação com a hipótese de desaparecimento, tudo para proteger a companheira", observou.

Câmera do salão de beleza

O delegado Mário Wagner relatou que a câmera de monitoramento de um salão de beleza foi fundamental para a investigação da Polícia Civil. Segundo ele, a madrasta de Bernardo foi multada quando seguia para Frederico Westphalen por estar em alta velocidade. Um policial rodoviário notou a presença do menino no carro, mas no retorno para Três Passos a criança já não estava mais no veículo. "A câmera foi importantíssima para nós. Ela flagrou a madrasta sem criança no caminho de volta. Exatamente por isso eu ressalto a necessidade destes aparelhos em estabelecimentos. Às vezes pode parecer que não precisa, mas neste caso, por exemplo, nos ajudou muito", argumentou.   

Bernardo Boldrini, que chegou a procurar o Fórum de Três Passos para relatar abandono afetivo. A atitude do menino resultou em uma tentativa de reaproximação entre pai e filho, intermediada pela promotora Dinamárcia Maciel. "A partir deste fato, a gente tem a noção da violência psicológica que o menino sofria. Para mim, isto talvez seja mais grave que a violência física. Muda os rumos da criança", acrescentou Wagner.

Wagner não revelou o paradeiro dos três suspeitos do crime. Segundo o delegado, a integridade física do pai, da madrasta e da amiga devem ser preservados. "Sempre existe a possibilidade de linchamento. Nós temos é que evitar esta histeria coletiva para não causar danos irreparáveis", salientou.

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     Ouça o áudio: Delegado relata que menino teria sido sedado
     Ouça o áudio: Câmeras de monitoramento foram essenciais na investigação


Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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