Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 17/04/2014
  • 09:21
  • Atualização: 10:30

Intenção de consumo dos gaúchos cai 11,1% em abril, aponta Fecomércio

Indicador é influenciado pela inflação, que em março alcançou o nível mais alto desde 2003

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  • Correio do Povo

Dados de pesquisa realizada da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS) indicam que a intenção de consumo das famílias gaúchas registrou uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O indicador foi influenciado, principalmente, pela inflação, que em março alcançou o nível mais elevado para o mês desde 2003.

A perspectiva de consumo, na comparação com o mesmo mês de 2013, recuou 19,3% como resultado da inflação elevada, que apresenta resistência em cair abaixo do patamar de 6,0% ao ano, e do aumento da taxa básica de juros que diminui o ímpeto de consumir. Ainda assim, o consumir se mantém otimista, com o indicador registrando 117,1 pontos. Esses dois fatores, aliados ao patamar mais desvalorizado do câmbio, também impactaram no indicador referente às compras a prazo, que em abril de 2014 caiu 7,5% na comparação com abril do ano passado.

Segundo o presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi, embora pese a moderação recente das famílias gaúchas, um fator positivo que contribui para a manutenção do otimismo é a conjuntura atual do mercado de trabalho, que vem registrando taxas de desocupação extremamente reduzidas nas medições feitas na Região Metropolitana de Porto Alegre. “A conjuntura do mercado de trabalho permanece muito favorável, especialmente no Rio Grande do Sul, a taxa de desocupação na RMPA está no patamar mais baixo da história, em 3,4% na média dos últimos 12 meses”, destacou Zildo.

Mesmo nesse cenário, o indicador referente à perspectiva profissional caiu 4,5% em abril de 2014 sobre o mesmo período do ano passado. Apesar da conjuntura de baixa desocupação no mercado de trabalho, o crescimento em ritmo mais lento em 2013 do setor de comércio e serviços (que predomina em Porto Alegre, onde a pesquisa é realizada) pode ter refletido no indicador. Além disso, o crescimento mais vigoroso constatado no início de 2014 ainda não impactou na percepção dos consumidores. Já a avaliação quanto à renda atual caiu 9,9% sobre abril de 2013, explicada principalmente pela alta persistente da inflação, mesmo o registro do crescimento nas remunerações médias pagas nos últimos meses.

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