Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 17/04/2014
  • 14:37
  • Atualização: 14:38

Dilma pede urgência em negociação com Argentina para destravar exportações

Associação de fabricantes de veículos relatou dificuldade em reunião com a presidente

Reunião com a associação de fabricantes de veículos ocorreu nesta quinta-feira  | Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República / CP

Reunião com a associação de fabricantes de veículos ocorreu nesta quinta-feira | Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República / CP

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  • Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff determinou nesta quinta-feira que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, conversem rapidamente com o governo argentino para destravar as exportações para o parceiro do Mercosul.

O pedido da presidente ocorreu após mais de duas horas de reunião com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, e representantes das 29 empresas associadas à entidade.

Ao sair da encontro, Moan disse que Borges e Cafarelli disseram que estarão na Argentina já na próxima semana reiniciando a negociação. “A questão com o governo argentino foi uma restrição a importações de produtos do Brasil (no fim de 2013) e no dia 28 de março foi assinado um memorando de entendimento entre os dois governos determinando o fluxo de comércio. Só que para ser funcional necessita ainda de um ajuste na linha de financiamento da exportação brasileira para a Argentina”, disse.

O presidente da Anfavea informou que as restrições às vendas para a Argentina tiveram grande impacto sobre o setor. “Nós perdemos no primeiro trimestre 32% das exportações previstas. Então é um prejuízo bastante pesado”, relatou Moan, explicando que, como as exportações representam cerca de 20% das vendas, o impacto global foi aproximadamente 7%. Nesta semana, os representantes já haviam discutido o assunto com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em São Paulo.

Na reunião com a presidente, todos os representantes das empresas associadas falaram sobre a conjuntura do setor automotivo, que inclui automóveis comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e máquinas rodoviárias. “A presidente demonstrou grande interesse em conhecer em profundidade o nosso setor: ela pediu que a questão das exportações fosse trabalhada em conjunto, tanto pelo Ministério da Fazenda quanto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior".

O presidente da Anfavea disse que o aumento do IPI não foi assunto na reunião: o tópico foi citado apenas como mais um item no aumento do custo da produção. Segundo ele, a reunião não foi destinada a cobrar o governo: o objetivo foi apresentar a “situação real” do setor e preocupações de médio e longo prazos. A possibilidade de demissões em massa também não foi mencionada por nenhum dos representantes.

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