Porto Alegre, sábado, 29 de Novembro de 2014

  • 18/04/2014
  • 09:58
  • Atualização: 09:59

Justiça emite ordem de prisão contra o capitão da balsa que naufragou na Coreia do Sul

Pelo menos 25 pessoas morreram e 271 continuam desaparecidas

Seguem as buscas por desaparecidos na Coreia do Sul | Foto: Jung Yeon-Je / AFP / CP

Seguem as buscas por desaparecidos na Coreia do Sul | Foto: Jung Yeon-Je / AFP / CP

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  • AFP

A justiça sul-coreana emitiu nesta sexta-feira uma ordem de prisão contra o capitão e dois integrantes da tripulação da balsa que naufragou na quarta-feira com centenas de estudantes a bordo. O capitão, Lee Joon-seok, e a maioria dos 28 membros da tripulação abandonaram a embarcação antes do naufrágio, quando centenas de passageiros estavam presos, o que provocou muitas críticas das famílias das vítimas. Vinte e cinco corpos foram recuperados até o momento, segundo o balanço da Guarda Costeira.

Das 475 pessoas que estavam a bordo, incluindo mais de 300 estudantes do ensino secundário, 179 pessoas foram resgatadas e outras 271 continuam desaparecidas. Um suboficial, e não o capitão, pilotava a balsa no momento da tragédia, informou mais cedo a justiça. "Era o terceiro-tenente que estava no comando no momento do acidente", declarou o procurador-geral Park Jae-eok, em entrevista coletiva. "O capitão não estava no leme", revelou.

Violentamente criticado pelas famílias dos desaparecidos por abandonar a embarcação quando centenas de passageiros estavam presos, o capitão Lee Joon-seok estava na "na popa", acrescentou o procurador. As causas do acidente ainda são desconhecidas. Vários passageiros disseram ter ouvido um forte ruído, quando a balsa parou de repente. Isso pode significar que o barco encalhou, batendo no fundo, ou que se chocou contra algum objeto submerso.

Alguns especialistas também sugerem que a carga do "ferry", que transportava 150 veículos, tenha se deslocado e desequilibrado a balsa. O capitão garantiu que não bateu em rocha alguma. Cercado pela imprensa na sede da Guarda Costeira, ele pediu desculpas na quinta-feira. "Sinto muito, de verdade, pelos passageiros, pelas vítimas e pelas famílias", declarou. Os pais dos estudantes acusam o governo, os socorristas e a tripulação da balsa de incompetência.

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