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18/04/2014 16:26 - Atualizado em 18/04/2014 16:41

Sete pessoas foram resgatadas de avalanche no Everest

Pior tragédia moderna da montanha pode chegar a 14 vítimas fatais

Pior tragédia moderna da montanha pode chegar a 14 vítimas fatais<br /><b>Crédito: </b> Prakash Mathema / AFP / CP
Pior tragédia moderna da montanha pode chegar a 14 vítimas fatais
Crédito: Prakash Mathema / AFP / CP
Pior tragédia moderna da montanha pode chegar a 14 vítimas fatais
Crédito: Prakash Mathema / AFP / CP

Equipes de resgate conseguiram retirar sete pessoas com vida da pior avalanche da história moderna no Everest, maior montanha do mundo, localizada no Nepal. Ao menos 12 guias nepaleses morreram nesta sexta-feira. Eles integravam um grande grupo de sherpas que saíram durante a manhã com barracas, alimentos e cordas para preparar o início da temporada de alpinismo, no fim do mês. Autoridades estima que pelo menos duas pessoas estejam desaparecidas sob a neve.

A avalanche aconteceu às 6h45min locais, a 5,8 mil metros de altitude, em uma área que leva à geleira de Khumbu.
Uma equipe de resgate, com o apoio de helicópteros, procura sobreviventes. Sete pessoas que haviam sido cobertas pela neve e gelo, conforme o representante do Ministério do Turismo, Dipendra Paudel. Um funcionário da equipe oficial de resgate que trabalha no campo base da montanha de 8.848 metros de altura, Lakpa Sherpa, é que estimou o número de mortos de até 14.

"Vi 11 corpos que foram trazidos ao campo base, mas nos informaram que devemos esperar mais três", disse por telefone o integrante da Associação de Resgate no Himalaia. Elizabeth Hawley, considerada a principal especialista mundial em escaladas na região. O acidente mais grave anterior havia acontecido em 1996, quando oito pessoas morreram em um período de dois dias durante uma tempestade enquanto tentavam escalar a montanha. A tragédia é relatada no livro de Jon Krakauer, "No ar rarefeito", que tentou subir o pico na ocasião.

A empresa Himalayan Climbing Guides do Nepal, com sede em Katmandu, confirmou que dois de seus guias estavam entre os mortos e quatro são considerados desaparecidos. "Quando nossos guias partiram do campo base não nevava, o tempo era fantástico", declarou o gerente de operações da empresa, Bhim Paudel. "Dezenas de guias de outras agências cruzaram a passagem sem problemas antes", completou. "Esperávamos segui-los, não recebemos nenhum alerta", justificou-se.

A cada verão, centenas de alpinistas de todo o mundo tentam escalar as montanhas do Himalaia quando as condições climáticas são favoráveis. O acidente evidencia os grandes riscos para os guias sherpas, que transportam barracas, alimentos, reparam equipamentos e fixam as cordas para ajudar os alpinistas estrangeiros que pagam dezenas de milhares de dólares para chegar ao topo.

Mais de 300 pessoas morreram no Everest desde a primeira escalada com sucesso, de Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953. O pior acidente na história do alpinismo no Nepal aconteceu em 1995, quando uma avalanche atingiu o acampamento de um grupo nipônico em outro pico próximo do Everest, e matou 42 pessoas incluindo 13 japoneses.

O país pobre do Himalaia tem oito das 14 maiores montanhas do mundo, com mais de 8 mil metros. O governo do Nepal concedeu licenças a 734 pessoas, incluindo 400 guias, para escalar o Everest este verão.


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Fonte: AFP






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