Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 23/04/2014
  • 12:36
  • Atualização: 12:51

Câmara convida Graça e Gabrielli a dar esclarecimentos

Data da audiência com ex-presidente da Petrobras ainda não foi definida

Data da audiência com Gabrielli ainda não foi definida. Graça Foster deve falar dia 30 de abril | Foto: José Cruz / ABr / CP

Data da audiência com Gabrielli ainda não foi definida. Graça Foster deve falar dia 30 de abril | Foto: José Cruz / ABr / CP

  • Comentários
  • AE e Agência Brasil

Integrantes da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovaram, nesta quarta-feira, 23, um requerimento que convida o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli a prestar esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena (Texas) por parte da estatal. O requerimento de autoria de integrantes da oposição também recebeu apoio de integrantes do PT.

A data da audiência com Gabrielli ainda não foi definida. Na mesma sessão, os deputados da comissão agendaram para o próximo dia 30 de abril uma audiência com a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, para tratar do mesmo tema.

O que os deputados pretendem, segundo as declarações feitas hoje, é obter mais detalhes sobre o negócio já que o ex-dirigente fez novas declarações que foram publicadas em reportagens veiculadas no fim de semana. Gabrielli admitiu sua parcela de responsabilidade no polêmico negócio da refinaria de Pasadena, mas dividiu o ônus com a presidente Dilma Rousseff. O ex-presidente disse, por exemplo, que a presidenta Dilma Rousseff deveria arcar com suas responsabilidades no negócio.

Dois dias depois das declarações do ex-presidente da Petrobras, Dilma, por meio de seu ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reafirmou ter aprovado o negócio em 2006 com base em um resumo executivo que não continha duas cláusulas importantes do contrato.

A compra aprovada por Dilma foi de 50% da refinaria em 2006 por 360 milhões de dólares. A cláusula Put Option obrigava a Petrobras a adquirir a outra metade da belga Astra Oil em caso de desacordo comercial, enquanto a Marlin previa uma rentabilidade mínima à sócia devido a investimentos que seriam feitos para que a refinaria passasse a processar óleo pesado, como o produzido no Brasil.

Após uma disputa na justiça norte-americana, o negócio acabou custando US$ 1,25 bilhão à estatal brasileira. Em 2005, a Astra tinha comprado a mesma refinaria por 42,5 milhões de dólares. Segundo a Petrobras, porém, a empresa belga teve outros gastos e teria investido 360 milhões de dólares antes da parceria.

Bookmark and Share