Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 23/04/2014
  • 13:44
  • Atualização: 13:55

Justiça mantém processo do menino Bernardo em Três Passos

Defesa de Leandro Boldrini teve pedido de transferência negado do caso para Frederico Westphalen

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  • Vitória Famer / Rádio Guaíba e Correio do Povo

A Justiça negou, na manhã desta quarta-feira, o pedido da defesa do médico Leandro Boldrini para transferir à Comarca de Frederico Westphalen o processo sobre a morte do filho dele, Bernardo, de 11 anos. Segundo o juiz Marcos Luís Agostini, a conclusão da investigação e o processo da eventual ação penal referente à morte do garoto devem permanecer em Três Passos, mesmo que Bernardo tenha tido o corpo enterrado em outra cidade.

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O magistrado afirmou que, de acordo com as provas colhidas até o momento, em especial as declarações da amiga da madrasta, Edelvânia Wirganovicz, a execução do crime de homicídio teve início na Comarca de Três Passos, onde o menino vivia com a família.

O juiz destacou, ainda, que Edelvânia afirmou à Polícia que a enfermeira Graciele Ugulini, madrasta do menino, já havia tentado matar a vítima mediante sufocamento, com um travesseiro, na casa de Boldrini, em Três Passos. Agostini afirmou também haver elementos suficientes nos autos acerca da prática desses delitos na cidade, além do fato de o menino ter sido dopado no município antes de ser morto e enterrado em Frederico Westphalen.

As investigações

Nesta manhã, secretário adjunto da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado, Juarez Pinheiro, o Instituto Geral de Perícias (IGP) atua no caso do menino Bernardo Boldrini dentro dos prazos técnicos necessários dos exames laboratoriais0. Lembrando que as duas instituições, IGP e PC, são separadas para assegurarem a idoneidade e isenção em suas atividades, ele entende que “não adianta produzir uma prova mal feita por causa da pressa”.

Juarez Pinheiro explicou que um problema verificado em equipamento homogenizador de tecidos, do Departamento de Perícias Laboratoriais, não prejudicou o trabalho na terça-feira, pois a PUC cedeu um aparelho semelhante. “Estou determinando a dispensa de licitação para o conserto do nosso equipamento”, anunciou o secretário adjunto. O uso desse aparelho tem como objetivo identificar possíveis substâncias que foram injetadas no menino. “Caso seja preciso haverá até hora-extra”, prometeu.

Além das perícias laboratoriais, o secretário adjunto da SSP afirmou também que, no caso do menino Bernardo, o IGP já realizou a necropsia do corpo da vítima, coletou impressões digitais nos veículos dos suspeitos e vai verificar os dados de GPS dos mesmos, além de estar analisando até a terra onde o garoto foi enterrado.

Condições do Instituto Geral de Perícias do Estado

O secretário adjunto destacou ainda o atual momento do IGP. “Não existe sucateamento”, assegurou, observando que a instituição está entre as cinco melhores do país na área da ciência forense. “Apenas o Rio Grande do Sul e Distrito Federal estão recebendo um Centro Regional de Referência em Perícia”, revelou, citando que a União investirá R$ 28 milhões na construção de um prédio de sete andares, no mesmo terreno da SSP, e o Estado vai aplicar R$ 10 milhões em modernos equipamentos.

A previsão de inauguração é o final de 2015. “O Centro Regional de Referência em Perícia vai atender inclusive Santa Catarina e Paraná”, assinalou. Juarez Pinheiro ressaltou que o banco de dados de DNA passará a ser automatizado, dando o resultado em poucos minutos.

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