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23/04/2014 19:23 - Atualizado em 23/04/2014 19:24

Vistoriados, bares no entorno do Presídio Central seguem funcionando

Segundo o MP, estabelecimentos servem como "bancos" em esquema de extorsão e tráfico

 Deflagrada na terça-feira pelo Ministério Público no Presídio Central, a operação Paerfectus denunciou o suposto envolvimento criminoso de oito bares do entorno em um esquema de tráfico, extorsão e lavagem de dinheiro, entre outros crimes, e estimulou vistorias no local por parte da Secretaria Municipal da Indústria e Comércio de Porto Alegre (Smic). O diretor de fiscalizações, Rogério Stockey, explica que o objetivo é verificar apenas questões relacionadas à legalidade dos alvarás de funcionamento. "Já estivemos, hoje, em três estabelecimentos. Duas mercearias apresentaram irregularidades nos alvarás e foram notificadas para acertarem a situação", esclareceu o dirigente, na metade da tarde.

A Smic garante que vai manter as fiscalizações, até vistoriar todos os oito pontos de comércio apontados pelo MP como espécie de bancos para o esquema, chefiado pela facção "Os Manos", que controla a 2ª e a 3ª galerias do Pavilhão B do Central. Vinte e cinco pessoas foram presas, nessa terça-feira, oito delas já recolhidas ao sistema prisional e notificadas dentro do próprio Central ou da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

A atividade dos bares é denominada, na linguagem do sistema carcerário, de "cantina". Nos dias de visita, pessoas próximas aos apenados faziam, nesses comércios, o pagamento de valores já especificados para cada preso.

Mesmo com a operação, os estabelecimentos seguem funcionando normalmente. As acusações geraram desconforto em alguns proprietários. "Nós estamos indgnados, prestamos serviços para as visitantes como guardar bolsas, ouvimos as histórias do Central, mas não fazemos nada de ilegal. Não somos nenhuma cantina ou banco, que repassa dinheiro de fora para dentro, sabe-se lá de que maneira", questionou Beto Cordeiro, sócio de um bar que funciona há mais de 30 anos em frente ao Cental.

O comerciante garante que não foi fiscalizado pela Smic e não há notificações para que encerre as atividades. Outra proprietária de bar, que não quis se identificar, alegou terem sido levados na operação R$ 1,6 mil do caixa, e que o MP orientou-a a procurar a entidade para a devolução.

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Fonte: Voltaire Porto / Rádio Guaíba






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