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23/04/2014 22:34 - Atualizado em 24/04/2014 08:17

Caso Bernardo: Advogado de Edelvânia pedirá anulação de depoimento

Assistente social, presa desde semana passada, é suspeita de participar da morte do menino

Grapiglia afirma que assistente social só auxiliou madrasta a ocultar o corpo<br /><b>Crédito: </b> Agostinho Piovesan / Especial / CP
Grapiglia afirma que assistente social só auxiliou madrasta a ocultar o corpo
Crédito: Agostinho Piovesan / Especial / CP
Grapiglia afirma que assistente social só auxiliou madrasta a ocultar o corpo
Crédito: Agostinho Piovesan / Especial / CP

Mesmo sem previsão de data, o advogado Demétrius Eugênio Grapiglia, que defende da assistente social Edelvânia Wirganovicz - suspeita de participar da morte do menino Bernando Uglione Boldrini, em Três Passos - deve pedir a impugnação do depoimento da cliente, presa desde segunda-feira retrasada. Segundo ele, a profissional não reconhece o conteúdo da conversa que teve com a delegada do caso. “Sem a presença de um advogado, o depoimento feriu o contraditório e não deve ter valor”, sustenta.

• Leia mais sobre o caso Bernardo Boldrini

Grapiglia fala que ainda não formalizou o pedido porque, só nesta quarta, a Justiça definiu que o processo vai tramitar na Comarca de Três Passos (a defesa do pai de Bernardo, Leandro Boldrini, pedia a transferência do caso para Frederico Westphalen, onde o corpo do menino foi encontrado). “Vou priorizar as oitivas que ocorrerão nesta quinta-feira, mas tão logo seja possível, entrarei com o pedido (de impugnação).

Nesta tarde, a delegada de Três Passos, Caroline Bamberg Machado, comentou, em entrevista coletiva, que não teme pela nulidade do depoimento de Edelvânia, como quer o advogado. “É direito dele peticionar (a anulação)”, comentou. O relato da mulher, antes de ser presa, detalhando o crime, foi importante para o pedido de prisão do trio de suspeitos, formulado pela policial e autorizado pela Justiça.

Caroline voltou a garantir que tanto o pai quanto a madrasta e a amiga do casal Boldrini tiveram participação no homicídio do menino. A policial, no entanto, mantém em sigilo o que entende ter sido o papel de cada suspeito no assassinato. “Não vou dizer o grau de participação de cada um”, repetiu.

A policial também não detalhou o que Leandro, Edelvânia e a madrasta, Graciele Ugulini, disseram à polícia. Todos foram ouvidos nessa segunda-feira. A respeito do fim do inquérito, Caroline explicou que depende da perícia e que espera que os resultados cheguem no prazo de 30 dias. Depois disso, ela decide se pede ou não a prorrogação da prisão temporária dos três, que vale por um mês.

“Não tenho ainda certeza em relação ao tempo devido às perícias. Acredito ainda que falte 20% do inquérito, mas pode vir uma perícia e darmos um passo para trás, voltando para 50%. Se passar, vou analisar essa situação (pedido de prorrogação da prisão)”, disse.

O corpo de Bernando foi encontrado enterrado em um matagal de Frederico Westphalen, na segunda-feira da semana passada. Ele era considerado desaparecido há dez dias. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local. A suspeita é que o menino tenha sido dopado e assassinado com uma injeção letal.

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Fonte: Rádio Guaíba






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