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24/04/2014 12:36 - Atualizado em 24/04/2014 13:24

Cai percentual de empregadas domésticas na região Metropolitana

De 11,4% em 2012, número diminuiu para 10,7% em 2013, apontou a FEE

Em pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), a parcela relativa ao emprego doméstico apresentou uma redução de 11,4% na ocupação feminina em 2012 para 10,7% em 2013. Confirmando uma tendência de declínio que vem ao longo dos anos 2000. Verifica-se uma tendência ao aumento gradativo da participação de diaristas, chegando a 33,7% do emprego doméstico feminino em 2013.

Em 2013, a participação dos serviços domésticos no total dos ocupados na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) era de 5,1%, sendo que as mulheres representavam 96,9% dos trabalhadores neste segmento, cerca de 87 mil trabalhadoras. As atividades consistem em serviços gerais, contratadas com ou sem carteira de trabalho assinada, ou diaristas.

Entre as empregadas domésticas da RMPA, 32,1% residiam em Porto Alegre e 67,9%, nos demais municípios da grande Porto Alegre. Como grande parte delas mora fora da Capital, a questão do deslocamento é um tema relevante na análise dessa ocupação e parece afetar grande parte das trabalhadoras.

Regularização de profissionais

As mensalistas com carteira assinada continuam representando a maioria no emprego doméstico, cerca de 46,1% do total. Enquanto as sem carteira assinada simbolizam 20,2%. Todas as posições apresentaram retração do emprego doméstico feminino em 2013: 6,8% entre as mensalistas com carteira assinada, 3,5% entre as sem carteira assinada e 4,6% entre as diaristas Trabalho e local de moradia

Deslocamento

A dificuldade para encontrar trabalho próximo de casa aumentou levemente no último ano. Em 2013, houve uma queda no número de empregadas domésticas da RMPA que residiam e trabalhavam no mesmo município, 68,0% no ano anterior para 67,4%. A proporção das que moravam e trabalhavam em municípios distintos aumentou de 32,0% para 32,6%.

Como, mesmo trabalhando na mesma cidade, essas trabalhadoras acabam se deslocando de regiões mais periféricas para regiões mais centrais, é fato que elas têm que percorrer longos trajetos diariamente.

Jornada de trabalho

Em 2013, a jornada de trabalho, que é de 44 horas por semana, passou a ser a menor da série da pesquisa: 40 horas por semana. Isso aconteceu por conta das mudanças previstas na emenda constitucional, que inclui limite de jornada de trabalho.

Em relação ao ano anterior, a jornada daquelas sem carteira diminuiu de 42 para 38 horas semanais, e a das diaristas passou de 27 para 26 horas semanais.

Rendimentos

O rendimento médio real por hora aumentou 9,2% para as diaristas. As mensalistas com carteira de trabalho assinada tiveram um aumento de 5,3%. Tais rendimentos passaram a valer R$ 7,64 e R$ 5,46 respectivamente.

Os aumentos, em 2013, acima dos verificados no salário mínimo, podem ser explicados pela legislação do piso regional gaúcho para a ocupação, cujo reajuste foi de 9,99%, em decorrência da redução da oferta de trabalhadoras e pelo maior poder de negociação.


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Fonte: Correio do Povo






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