Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 24/04/2014
  • 13:45
  • Atualização: 13:47

Polícia planeja novas ações na vila Cruzeiro

Objetivo das próximas operações é localizar os participantes dos grupos de traficantes

Polícia planeja novas ações na vila Cruzeiro | Foto: Tarsila Pereira

Polícia planeja novas ações na vila Cruzeiro | Foto: Tarsila Pereira

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  • Jézica Bruno / Correio do Povo

Para aumentar a segurança dos moradores da vila Cruzeiro do Sul, o policiamento foi reforçado desde a quarta-feira. A Brigada Militar reforçou o efetivo com o apoio de 30 agentes do Batalhão de Operações Especiais e do Pelotão de Operações Especiais, além de cinco viaturas e o ônibus do programa Território da Paz. Nas incursões realizadas até essa quarta foi possível prender três criminosos, em torno de R$ 27 mil e drogas. A guarda municipal também deu apoio às escolas da região.

No entanto, o major do 1º Batalhão da Polícia Militar (1ºBPM) e comandante do Território de Paz José Carlos Pacheco, afirmou que a situação estava mais tranquila. A frota que unia em torno de 100 homens na quarta-feira foi reduzida ontem, devido a ausência de novos confrontos. “Diminuimos quase pela metade. A situação está mais tranquila”, comentou Pacheco. Ele esclareceu que o perigo para população é menor. “Só morre quem está envolvido com o tráfico. É pontual”, disse.

Um dos homens presos estava envolvido nos confrontos e nos homicídios. Segundo Pacheco o homem é do Rio de Janeiro e faz parte do grupo dos “Cariocas” que rivalizam com um segundo grupo chamado de “Angolanos”.

O objetivo das próximas operações é localizar os participantes dos grupos. Para isso, foi realizada uma reunião ontem para que a Brigada Militar (BM) em conjunto com a polícia civil pudesse traçar novas ações. “Vamos trocar informações e planejar os próximos passos”, explicou. Segundo ele, o “Carioca” possui uma ficha criminal desde antes de chegar no Estado. “Nós sabemos que ele tem uma ficha complicada, mas aqui no Rio grande do Sul ele vai ser tratado de forma diferente. Aqui é possível entrar em qualquer rua, não é como no Rio de Janeiro”, afirmou.

Pacheco frisou também que o “toque de recolher” não foi efetuado pela polícia, é apenas uma forma que os moradores acharam de se proteger contra a criminalidade.

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