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25/04/2014 11:22 - Atualizado em 25/04/2014 11:58

Banners com críticas ao MP são retirados das ruas de Santa Maria

Encontro reuniu representantes do órgão e familiares e vítimas da tragédia da boate Kiss

Depois de uma reunião de três horas na manhã desta sexta-feira, que buscou uma reaproximação entre Ministério Público (MP) e familiares das vítimas da tragédida da boate Kiss em Santa Maria, ficou decidido que serão retirados do município da região central do Estado banners e faixas com críticas ao órgão que estavam em espaços públicos: na tenda da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), localizada na praça Saldanha Marinho, e em frente ao prédio onde funcionava a casa noturna. 

• Sobrevivente de tragédia da boate Kiss será ouvida em Bagé


Houve um estremecimento do diálogo desde que o Movimento Santa Maria do Luto à Luta, com apoio do Sindicato dos Docentes da Universiade Federal de Santa Maria (SEDUFSM) e outras entidades sindicais, espalhou faixas e banners com críticas ao MP sobre a condução do processo que busca responsabilizar os culpados pelas 242 mortes decorrentes do incêndio de 27 de janeiro de 2013. 

O presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMPRS), promotor Sérgio Harris, afirmou que desejava muito mais ouvir os familiares e assim tentar entender o por que da quebra de confiança entre o órgão e os familiares. Segundo a mãe de uma vítima de 18 anos, que morreu na tragédia, Carina Corrêa, os promotores de Santa Maria pressionaram os familiares para que não fizessem qualquer movimentação mais forte, pois isso poderia causar o desaforamento do processo contra os réus, ou seja, ser levado de Santa Maria para outra comarca. O promotor explicou que o MP necessita de elementos de consistência para poder processar e que é preciso seguir estritamente a lei, mesmo que muitas vezes, ela apareça ser branda.

O encontro reuniu representantes da AMPRS e da AVTSM e foi mediado pelo presidente do SEDUFSM, professor Rondon Castro.

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Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo






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