Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 25/04/2014
  • 11:29
  • Atualização: 12:18

Latrocínios caem 35%, mas homicídios aumentam 10% no RS

Dados da Secretaria Estadual de Segurança compararam primeiro trimestre de 2013 e 2014

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  • Correio do Povo

O primeiro trimestre de 2014 teve uma queda de 35% no número de latrocínios (roubo seguido de morte) e um aumento de cerca de 10% nos homicídios no Rio Grande do Sul na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP).

Em janeiro, fevereiro e março de 2013 foram 40 latrocínios, enquanto nos três primeiros meses de 2014 foram 26. Em relação a homicídios, as ocorrências subiram de 535 para 590 no comparativo entre os períodos. De acordo com a Divisão de Estatística Criminal da SSP, pouco mais 82% das vítimas assassinadas tinham antecedentes criminais.

Mais de 60% de veículos roubados e furtados foram recuperados no primeiro trimestre de 2014. O roubo de veículos, por exemplo, teve decréscimo de 4,4%. O mesmo período registrou 37.672 prisões e 2.08 armas apreendidas. Houve ainda a recaptura de 1.123 foragidos.

De acordo com o levantamento da SSP, os meses de janeiro, fevereiro e março deste ano tiveram um total de 40.022 furtos, 13.372 roubos, 3.137 veículos roubados e outros 4.485 furtados, além de 2.127 flagrantes de drogas, 2.943 de posse de entorpecentes, 1.866 relacionados às armas e munições, 3.078 ocorrências de estelionatários, 77 delitos de corrupção, 95 envolvendo extorsão e oito de sequestros.

O secretário da SSP, Airton Michels, destacou as ações estratégicas e investimentos. Ele citou a ampliação do policiamento comunitário, que deve passar dos atuais 86 para 150 núcleos até o final do ano. Nos bairros das cidades beneficiadas pelo programa foram registradas quedas nos índices criminais. Ressaltou ainda o combate à violência doméstica, em especial contra a mulher.

Sobre o aumento dos homicídios, Airton Michels lembrou que esse tipo de crime reflete a realidade do narcotráfico. “Cada vez que se prende um líder do tráfico, há uma disputa interna e externa pelos territórios que resulta na morte de outros criminosos”, explicou. Em Porto Alegre, assinalou, foram criadas seis delegacias especializadas de homicídios com mais de 70% de resolutividade nos inquéritos.

Michels defende uma legislação penal mais rigorosa para os crimes com armas de fogo, pois atualmente os seus autores acabam no semiaberto ou soltos em até dois anos ao invés de ficarem mais tempo na prisão. “Há uma frouxidão e benevolência da lei”, lamentou. Ele lembrou que o tráfico existe apenas por que há consumo de drogas. Na opinião dele, o combate contra as drogas não depende apenas da repressão policial e, por isso, é preciso repensar toda a questão.


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