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25/04/2014 12:09 - Atualizado em 25/04/2014 12:31

MP entra com ação para retirar guarda de irmã de Bernardo dos pais

Promotora de Três Passos ainda solicitou à Justiça para congelar bens do médico Leandro Boldrini

Dinamárcia Maciel de Oliveira entrou com Ação de Suspensão de Poder Familiar contra o médico<br /><b>Crédito: </b> Ricardo Grecellé / MP / Divulgação / CP
Dinamárcia Maciel de Oliveira entrou com Ação de Suspensão de Poder Familiar contra o médico
Crédito: Ricardo Grecellé / MP / Divulgação / CP
Dinamárcia Maciel de Oliveira entrou com Ação de Suspensão de Poder Familiar contra o médico
Crédito: Ricardo Grecellé / MP / Divulgação / CP

A promotora de Justiça do Ministério Público (MP) em Três Passos, Dinamárcia Maciel de Oliveira, entrou com Ação de Suspensão de Poder Familiar contra o médico Leandro Boldrini e a mulher dele Graciele Ugulini para que a filha do casal, de um ano, tenha a guarda provisória delegada a algum familiar "mais apto". 

• Leia mais sobre o caso Bernardo

Caso não haja ninguém, a criança será colocada em uma família provisória substituta ou um lar de acolhimento. O MP também ingressou com Ação Cautelar Inominada, pedindo o bloqueio dos bens de Leandro Boldrini.

Conforme Dinamárcia, a ação está fundamentada em dois argumentos. “O primeiro é que os pais da menina são suspeitos do assassinato do irmão Bernardo Uglione Boldrini. Caso isso seja realmente confirmado e o MP venha a denunciá-los, ainda que obtenham liberdade durante o processo, não é seguro para a criança permanecer com eles”, explicou a promotora. O segundo, ressaltou Dinamárcia, “é que precisamos aferir se os avós da menina apóiam os possíveis atos praticados por Leandro e Graciele, pois, caso isso seja evidenciado, também não estariam aptos a ficar com a neta e transmitir a ela valores de dignidade e fraternidade humana”, argumentou. 

Em relação à ação de indisponibilidade de bens, a promotora destacou que a medida foi tomada para impedir que o médico possa a vir se desfazer do patrimônio do filho Bernardo para custear a defesa. “Além disso, se o pai, hoje suspeito, se tornar réu por homicídio, ele pode ser considerado indigno para se tornar herdeiro do filho”, explicou. Atualmente, o inventário da mãe de Bernardo, Odilaine Uglione Boldrini, morta em 2010, ainda está em andamento. Com isso, Leandro e o filho Bernardo estão com os bens em condomínio e não partilhados.

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Fonte: Correio do Povo






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