Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 27/04/2014
  • 13:51

Obama defende resposta unificada contra ação da Rússia na Ucrânia

Washington e Bruxelas devem anunciar nesta segunda-feira pessoas e empresas que serão afetadas por medidas punitivas

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  • AE

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo que os EUA e a Europa devem unir forças para impor sanções à Rússia para que ela pare de desestabilizar a Ucrânia, onde separatistas armados pró-Moscou mantêm oito observadores internacionais presos pelo terceiro dia.

A expectativa é de que Washington e Bruxelas anunciem já nesta segunda-feira novas pessoas e empresas próximas ao presidente russo, Vladimir Putin, que serão afetadas por medidas punitivas, mas ainda não há consenso em relação a sanções econômicas mais abrangentes.

Durante visita à Malásia, o presidente Obama afirmou que qualquer decisão sobre sanções contra setores da economia russa dependeria de os Estados Unidos e seus aliados chegarem a uma posição unificada sobre o tema.

"Estaremos numa posição melhor para deter Putin quando ele puder ver que o mundo está unido, e que os Estados Unidos e a Europa estão unidos, e que isso não é somente um conflito entre Estados Unidos e Rússia", disse Obama à imprensa.

O impasse sobre a Ucrânia, uma ex-república soviética de cerca de 45 milhões de habitantes, tem levado ao pior momento das relações entre a Rússia e o Ocidente desde o final da Guerra Fria.

Obama declarou que a Rússia não "moveu um dedo" para fazer com que os rebeldes separatistas na Ucrânia cumprissem um acordo internacional para amenizar a crise. "Na verdade, há fortes evidências de que eles estão estimulando as atividades no leste e no sul da Ucrânia", disse Obama.

Washington tem defendido de forma mais enfática do que Bruxelas as sanções contra a Rússia. Algumas autoridades norte-americanas têm mostrado certa impaciência com a resposta europeia. Muitos países europeus se preocupam com os riscos de sanções mais duras, já que a Europa tem importantes laços econômicos com a Rússia e importa gás natural do país.

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