Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 27/04/2014
  • 18:40
  • Atualização: 18:42

Marcha das Vadias pede igualdade e fim da violência

Protesto ocorreu no Parque da Redenção, em Porto Alegre

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  • Karina Reif / Correio do Povo

Mais de mil pessoas com cartazes e faixas pediram neste domingo igualdade de gêneros e o fim da violência contra a mulher em Porto Alegre, durante a Marcha das Vadias. Muitos tiraram parte da roupa no Parque da Redenção e escreveram frases no corpo para sinalizar a liberdade de expressão. “Estupro não tem justificativa”, dizia uma das mensagens, uma resposta ao resultado da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a qual constatou que 26% dos brasileiros consideram que mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas.

O dado inicialmente foi divulgado errado como sendo 65% os que concordavam totalmente ou parcialmente com a afirmação. Apesar de ter sido revisado, o índice ainda é alto, conforme uma das coordenadoras do movimento, Fabiana Lontra. “Temos que defender assuntos que aparentemente são óbvios, como ter medo de sair na rua com a roupa que eu quero”, disse. Na opinião dela, a Marcha dá visibilidade para a defesa do feminismo e a luta contra o machismo.

O grupo chamou a atenção dos frequentadores do parque, gritando palavras de ordem e músicas com letras contra o machismo. A manifestação começou no Monumento ao Expedicionário, na rua José Bonifácio, e contornou o espelho d’água, indo até a avenida João Pessoa, onde o trânsito foi trancado. As mulheres e homens ainda andaram até a avenida Ipiranga, complicando o fluxo de carros. “Desculpe o transtorno. Estamos lutando pelos diretos das mulheres”, estava escrito em uma das faixas. Além de mulheres de todas as idades e de diferentes profissões, homens também se juntaram ao movimento para apoiar a causa. Alguns até tiraram a roupa e se vestiram com figurino feminino para protestar.


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