Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 28/04/2014
  • 18:29
  • Atualização: 18:35

Estudantes venezuelanos se acorrentam para protestar

Manifestantes estão acampados em frente à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Cerca de cem estudantes venezuelanos protestam em frenta à sede do PNUD  | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

Cerca de cem estudantes venezuelanos protestam em frenta à sede do PNUD | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

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  • AFP

Cerca de cem estudantes venezuelanos se acorrentaram a grades e árvores em frente à sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no leste de Caracas, para protestar contra uma decisão do tribunal máximo do país que determina a necessidade de autorização para se manifestar. Os manifestantes gritavam "Onde está a maldita lei que nos proíbe de protestar?" e exibiam cartazes com mensagens como "Lutamos pelo futuro de todos", diante do prédio do PNUD, na capital venezuelana.

Na quinta-feira, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) determinou que os protestos são um direito político "não absoluto", e por isso devem contar com o aval de autoridades. Sem a autorização, a polícia pode intervir para garantir direitos como o de ir e vir.  "Ocuparemos pelo tempo que for necessário. A resolução foi injusta. Adotamos essa postura para mostrar que não vamos permitir que nos retirem do espaço que tomamos pacificamente para protestar", afirmou a estudante Doiris Albarrán ao canal "Globovisión".

Uma onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro sacode o país desde o início de fevereiro. Apesar da queda na intensidade, alguns focos de violência persistem no leste de Caracas. As manifestações deixaram 41 mortos, mais de 700 feridos e 180 detidos.

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