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29/04/2014 07:45 - Atualizado em 29/04/2014 08:11

Caso Bernardo gera onda de boatos em Três Passos

Promotora reclamou de narrativas que atrapalham a investigação

Casa onde viveu Bernardo é visitada diariamente pela população da região<br /><b>Crédito: </b> Agostinho Piovesan / Especial / CP
Casa onde viveu Bernardo é visitada diariamente pela população da região
Crédito: Agostinho Piovesan / Especial / CP
Casa onde viveu Bernardo é visitada diariamente pela população da região
Crédito: Agostinho Piovesan / Especial / CP

O burburinho em torno do caso Bernardo tomou conta das ruas de Três Passos. Quinze dias após o corpo do menino ter sido localizado, enterrado em uma cova na zona rural de Frederico Westphalen, a pouco mais de 80 km da cidade, a família Boldrini ainda é o assunto principal das rodas de conversa do município de quase 24 mil habitantes. Os boatos sobre a convivência de Bernardo com a família atrapalham as investigações da Polícia Civil. Muitas teorias são feitas pela população, já que Leandro, pai de Bernardo, era o médico mais conhecido da localidade.

• Leia mais sobre o caso Bernado Boldrini

Teve uma boataria, segundo um policial civil que preferiu não se identificar, que se espalhou através do Facebook. Uma pessoa postou um comentário e outros tantos fizeram comentários, como, por exemplo, dizendo que o menino apanhava em casa. "A Polícia vai atrás disso, mas, às vezes, é perda de tempo", disse o policial. Ele refere-se a narrativas, publicadas na rede social, de supostos casos de maus-tratos pelos quais o menino teria passado desde a morte da mãe, em 2010. A madrasta, Graciele, mudou-se para a casa do médico um mês após a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino.

O Ministério Público também sente-se ferido com a boataria. Segundo a promotora Dinamárcia Maciel, é um caso cheio de meias verdades publicadas pela imprensa e na Internet. Todo dia, salientou ela, surge uma história diferente, que precisa ser desmentida ou justificada. "É algo que mexe comigo, porque criei um laço afetivo com o menino", desabafou a promotora de Infância e Juventude, que atendeu Bernardo, quando ele procurou o MP pela primeira vez, em novembro de 2013.

Segundo ela, logo na primeira vez que viu Bernardo, ele vestia bermudas, camiseta de manga curta e chinelos, não apresentando qualquer sinal de agressão física. "Os bracinhos dele eram limpos, branquinhos", disse, referindo-se à ausência de qualquer hematoma. Supostas agressões também teriam sido desmentidas pela família Petry, amiga dos Boldrini, que prestou depoimento na promotoria.

O deputado Marlon Santos, ouvidor da Assembleia Legislativa, desembarcou na manhã dessa segunda-feira em Três Passos. Ele fez questão de frisar que não está fazendo uma investigação paralela à da Polícia. O deputado, que já conversou com políticos e funcionários públicos, permanece na cidade até o meio-dia desta terça-feira. Ele pretende ouvir, pelo menos, mais três pessoas sobre o caso e repassar o que apurou para o presidente da AL.

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Fonte: Fernanda Pugliero / Correio do Povo






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