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02/05/2014 11:09 - Atualizado em 02/05/2014 12:13

Câmeras devem ajudar na identificação de assassinos de jornalista

Morte de Fabiano Cardoso teve grande repercussão nas redes sociais

Jornalista foi morto em tentativa de assalto em Canoas<br /><b>Crédito: </b> Facebook / Reprodução / CP
Jornalista foi morto em tentativa de assalto em Canoas
Crédito: Facebook / Reprodução / CP
Jornalista foi morto em tentativa de assalto em Canoas
Crédito: Facebook / Reprodução / CP

A Delegacia de Furto e Roubo de Veículos (DFRV) de Canoas, sob comando do delegado Thiago Lacerda, já iniciou as investigações sobre a morte do jornalista Fabiano Cardoso, de 44 anos, durante assalto nessa quinta feira em Canoas, na região Metropolitana. Segundo o delegado Thiago Lacerda, o local em que a vítima foi baleada está identificado, mas não será divulgado o nome das ruas para não prejudicar o trabalho investigativo. “Estamos vasculhando toda a área em busca de imagens de câmeras der monitoramento”, revelou.

Agentes da DRFV prosseguiram na manhã desta sexta-feira com as diligências que haviam iniciado ainda na noite de ontem. O delegado Lacerda confirmou o relato de uma testemunha de que foram dois criminosos que aproximaram do veículo do jornalista e atiraram quando a vítima teria tentado fugir da abordagem.

O Departamento de Criminalística, que realizou perícia no local do crime e no veículo, poderá ser requisitado novamente pelo titular da DRFV caso seja preciso. O calibre da bala que matou o jornalista é um dos resultados dos laudos periciais aguardados pelo delegado.

Morte teve grande repercussão nas redes sociais

A morte de Fabiano Cardoso teve grande repercussão nas redes sociais, com postagens de amigos e colegas, além dos seus familiares. O jornalista, escritor e professor da Ufrgs, Luiz Artur Ferraretto, fez um desabafo emocionado. “Todos os dias, a gente sai de casa e, independentemente de onde esteja, constata o mesmo: ausência total de policiamento. Cada um, correndo pra sobrevivência e com medo sempre, vai perdendo um pouco de sua humanidade.

"Um dia, a violência alcança a gente no assalto, no assassinato ou mesmo na crescente falta de educação. E ficam amigos, colegas e parentes a lamentar. Conheci um Fabiano Cardoso ainda guri nos corredores da Band/RS, estagiário cheio de sonhos. Foi há uns 20 anos. Tinha construído uma carreira. A violência cruzou seu caminho. Minha solidariedade com a família. Minha indignação com nossos (péssimos) governantes”, redigiu Ferraretto no Facebook.

De acordo com Flávio Dutra, as lembranças de Fabiano Cardoso é de um profissional extremamente dedicado. “O mundo dele era, por exemplo, o Acampamento Farroupilha”, relembrou ao se referir ao amor às tradições gaúchas do colega. Abalado com o falecimento, Flávio Dutra disse ainda que Fabiano Cardoso “formou gerações de estagiários” no período que atuou no setor de monitoria, onde é feita radio-escuta das notícias veiculadas na imprensa.

Também via Faceebok, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, manifestou seu pesar pela morte do jornalista. “Meus sentimentos à família. Que Deus o abençoe”, postou. Já o secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre, jornalista Flávio Dutra, escreveu, entre outras palavras, no Facebook: “triste muito, triste”.

Servidor de carreira da Prefeitura de Porto Alegre há mais de dez anos, Fabiano Cardoso atuou como coordenador do setor de monitoria da Comunicação Social e também na Secretaria Municipal da Cultura. Ele coordenava ainda o atendimento à imprensa no Acampamento Farroupilha e no Carnaval, entre outras atividades, exercendo desde 2012 a coordenação de comunicação social da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov).

Cardoso foi presidente da Associação dos Profissionais de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre e trabalhou nas rádios Guaíba e Bandeirantes. Nascido em Telêmaco Borba, no Paraná, Fabiano Cardoso se formou pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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Fonte: Correio do Povo






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