Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

  • 03/05/2014
  • 20:16
  • Atualização: 20:27

Madrasta de Bernardo é transferida de penitenciária e defesa reclama

Graciele Ugulini ficará detida em Guaíba a partir de agora

Advogado de defesa dela, reclamou da transferência e disse que pretende recorrer da decisão | Foto: Reprodução / Facebook / CP

Advogado de defesa dela, reclamou da transferência e disse que pretende recorrer da decisão | Foto: Reprodução / Facebook / CP

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  • Rádio Guaíba

Uma decisão judicial transferiu de penitenciária, na tarde deste sábado, a madrasta do menino Bernardo Boldrini, detida em 14 de abril como uma das suspeitas da morte da criança, no Norte gaúcho. Uma viatura da Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (Susepe) levou Graciele Ugulini até a Penitenciária Feminina de Guaíba, onde a assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga dela, cumpre prisão temporária desde quarta-feira depois de também ter sido transferida.

Desde o dia em que o garoto teve o corpo encontrado, em uma cova em Frederico Westphalen, Graciele permanecia em uma cela isolada da Penitenciária Modulada de Ijuí, no Planalto Médio. O advogado de defesa dela, Vanderlei Pompeo de Mattos, reclamou da transferência e disse que pretende recorrer da decisão, na Justiça de Três Passos.

A penitenciária de Guaíba, na região Metropolitana, fica a cinco horas, de carro do centro de Santo Augusto, onde Pompeo de Mattos trabalha. O defensor deve sustentar ainda que o contato entre a cliente e a filha dela, de um ano e meio de idade, sob a guarda da irmã, vai ficar ainda mais dificultado. Entre o escritório do advogado e a Penitenciária de Ijuí, a viagem era de, no máximo, 40 minutos. Em Guaíba, segundo a Susepe, Graciele também deve ficar em uma cela isolada e separada da de Edelvânia. Também preso como suspeito da morte do garoto, o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, foi transferido, também no início da semana, para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Durante a semana, a Polícia Civil (PC) de Três Passos, onde Bernardo vivia com a família, revelou que Graciele admitiu, ao depor, que pode ter matado o menino. Ela disse, segundo a investigação, que a morte foi acidental, por ingestão de medicamento. Também revelou ter administrado droga para acalmar o garoto. A suspeita é de que a dose possa ter matado a criança. Graciele ainda negou a participação do pai de Bernardo na morte do filho.

Laudo do Instituto Geral de Perícias encontrou no corpo do menino o medicamento Midazolam. A causa da morte, no entanto, ainda não foi esclarecida. Desde o início da investigação a polícia vem mantendo a suspeita de que o garoto tenha sido dopado e assassinado com uma injeção letal.  O prazo para o inquérito ser finalizado termina em 13 de maio. 

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