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04/05/2014 16:07

MST promete novas ocupações na próxima semana no Estado

Cidades não foram reveladas pelo diretor do MST, Hildo Maciel

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) adianta que três novas ocupações vão ocorrer na próxima semana em propriedades localizadas nas regiões Metropolitana e Fronteira Oeste do Estado. As cidades não foram reveladas pelo diretor do MST, Hildo Maciel.

Além disso, Maciel garantiu que os integrantes não vão deixar a fazenda do advogado Maurício Dall’Agnol, em Passo Fundo, mesmo que haja ordem de reintegração de posse. O advogado é procurado pela Interpol suspeito de ter aplicado golpe de R$ 100 milhões contra 30 mil clientes no RS.

“Nos não vamos sair porque na verdade aquela área tem de ser revertida em assentamentos de reforma agrária. Temos quase certeza de que ele (Maurício) deve isso para a sociedade e que o bom uso daquela área será incluí-la na reforma agrária”, garantiu Hildo Maciel.

A área conta com cerca de 2 mil hectares. Metade da propriedade foi ocupada pelas famílias sem terra. Os ocupantes pretendem cultivar trigo e soja no local.

Ao todo, cerca de 1,5 mil integrantes do MST estão divididos em cinco acampamentos em Pelotas e Capão do Leão, no Sul do Estado, Catuípe, no Planalto Médio, Passo Fundo, no Norte, e Cruz Alta, no Alto Jacuí. As ocupações iniciaram ao longo da semana.

Na sexta-feira, os ocupantes deixaram área de uma granja em Capão do Leão após cumprimento de reintegração de posse. No entanto, outra área próxima na cidade serviu de base para levantamento de outro acampamento.

As ações do MST ocorrem dentro da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. Os sem-terra exigem o cadastramento de novos acampados no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); o assentamento de mil famílias até o fim deste ano no Estado; e a retomada de convênio para concessão de habitação.

A Jornada de Lutas ocorre até o próximo dia 10, para marcar os 18 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores foram mortos pela polícia no Pará.

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Fonte: Lucas Rivas / Rádio Guaíba






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