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04/05/2014 17:25 - Atualizado em 04/05/2014 17:28

Festival de Balonismo de Torres termina com vitória paulista

Filipe Tostes, 33, de Piracicaba, somou 8.407 pontos na totalidade das provas

Festival de Balonismo de Torres termina com vitória paulista
Crédito: Tarsila Pereira

O 26º Festival Internacional de Balonismo terminou neste domingo em Torres. Dos 34 balonistas que coloriram o céu no Litoral Norte desde a quarta-feira, um paulista foi quem levou o prêmio: um carro zero quilômetro. Filipe Tostes, 33, de Piracicaba, somou 8.407 pontos na totalidade das provas.

Tostes está há 10 anos no mundo do balonismo e busca pela liberdade. “Voar é estar livre. Eu tenho outra perspectiva do mundo”, explicou. Pela primeira vez campeão em Torres, ele revelou que a estratégia utilizada é calcular a chegada. “Eu calculo a volta, quando já estou perto do alvo. Mas também tem a questão de sensibilidade no voo”, ressaltou.

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A prova decisiva foi realizada ainda no início da manhã de ontem. Um balão decolou antes dos competidores e fez um percurso aleatório de voo. Após cerca de cinco minutos, os demais decolam, com a intenção fazer o mesmo percurso, em busca do “balão raposa”. O competidor que conseguisse pousar mais próximo do ponto onde o guia aterrissou seria o vencedor.

No final da tarde, o céu estava escuro e anunciava a chuva. No entanto, para o diretor-técnico do festival, Bruno Schwartz, esta edição foi uma das melhores. “O clima ajudou. Foi um dos melhores festivais”, declarou. O evento reuniu em torno de 20 mil visitantes a cada dia de competição e 280 pessoas estiveram envolvidas na coordenação e no trabalho de resgate aos competidores.

Segundo Schwartz, foram aplicadas dez provas. “É um número ótimo para o evento, o máximo que conseguimos até a atual edição foi aplicar 14 provas, por isso estamos tão contentes”, frisou.

A prefeita Nílvia Pinto Pereira também disse estar satisfeita com a realização do evento. “Batemos recorde de público e não tivemos nenhum problema de segurança. O balonismo é considerado um dos esportes radicais mais seguros há 21 anos”, completou. Segundo ela, a economia foi aquecida em R$ 8 milhões.

Após os cinco dias de competições, cada um dos participantes recolheu seu equipamento, fechou seu balão e partiu com a intenção de voltar. Quem desbrava o céu uma vez, não consegue mais ficar no chão. Voar é a arte de tocar o céu, vencer o vento e viver a liberdade, neste caso, dentro de um balão.

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Fonte: Jézica Bruno / Correio do Povo






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