Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 04/05/2014
  • 17:25
  • Atualização: 17:28

Festival de Balonismo de Torres termina com vitória paulista

Filipe Tostes, 33, de Piracicaba, somou 8.407 pontos na totalidade das provas

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  • Jézica Bruno / Correio do Povo

O 26º Festival Internacional de Balonismo terminou neste domingo em Torres. Dos 34 balonistas que coloriram o céu no Litoral Norte desde a quarta-feira, um paulista foi quem levou o prêmio: um carro zero quilômetro. Filipe Tostes, 33, de Piracicaba, somou 8.407 pontos na totalidade das provas.

Tostes está há 10 anos no mundo do balonismo e busca pela liberdade. “Voar é estar livre. Eu tenho outra perspectiva do mundo”, explicou. Pela primeira vez campeão em Torres, ele revelou que a estratégia utilizada é calcular a chegada. “Eu calculo a volta, quando já estou perto do alvo. Mas também tem a questão de sensibilidade no voo”, ressaltou.

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A prova decisiva foi realizada ainda no início da manhã de ontem. Um balão decolou antes dos competidores e fez um percurso aleatório de voo. Após cerca de cinco minutos, os demais decolam, com a intenção fazer o mesmo percurso, em busca do “balão raposa”. O competidor que conseguisse pousar mais próximo do ponto onde o guia aterrissou seria o vencedor.

No final da tarde, o céu estava escuro e anunciava a chuva. No entanto, para o diretor-técnico do festival, Bruno Schwartz, esta edição foi uma das melhores. “O clima ajudou. Foi um dos melhores festivais”, declarou. O evento reuniu em torno de 20 mil visitantes a cada dia de competição e 280 pessoas estiveram envolvidas na coordenação e no trabalho de resgate aos competidores.

Segundo Schwartz, foram aplicadas dez provas. “É um número ótimo para o evento, o máximo que conseguimos até a atual edição foi aplicar 14 provas, por isso estamos tão contentes”, frisou.

A prefeita Nílvia Pinto Pereira também disse estar satisfeita com a realização do evento. “Batemos recorde de público e não tivemos nenhum problema de segurança. O balonismo é considerado um dos esportes radicais mais seguros há 21 anos”, completou. Segundo ela, a economia foi aquecida em R$ 8 milhões.

Após os cinco dias de competições, cada um dos participantes recolheu seu equipamento, fechou seu balão e partiu com a intenção de voltar. Quem desbrava o céu uma vez, não consegue mais ficar no chão. Voar é a arte de tocar o céu, vencer o vento e viver a liberdade, neste caso, dentro de um balão.

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