Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 06/05/2014
  • 18:55
  • Atualização: 19:19

Polícia encontra donos de cão achado em carro roubado

Animal foi levado durante assalto e passou pelo menos 12 horas na delegacia

Família reencontra cão achado em carro roubado | Foto: Mauro Schaefer

Família reencontra cão achado em carro roubado | Foto: Mauro Schaefer

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  • Jézica Bruno / Correio do Povo

Um cachorro da raça Yorkshire comoveu centenas de pessoas nesta terça-feira, em Porto Alegre. Quem viu Chilly, de seis anos, com orelhas e rabo ao alto, atento, não imaginava que o cão passou pelo menos 12 horas dentro de uma delegacia à espera dos donos e quase não retornou para casa. O cachorro foi encontrado pela manhã em um veículo Sandero, que havia sido roubado na zona sul de Porto Alegre há quatro dias.

Após os policiais militares prenderem o carro e os assaltantes, que ainda carregavam celulares, armas e pulseiras, o proprietário do veículo que havia sido roubado não reconheceu Chilly, sentado no banco do carro. O cachorro não era dele.

A partir daí, uma grande mobilização se iniciou para encontrar os verdadeiros donos. Diversas pessoas chegaram a ir até a 20ª Delegacia de Polícia da Capital reconhecer o animal de estimação, mas ao ouvir o chamado o cão não respondia. E mais uma vez a esperança de Chilly retornar para o lar desaparecia.
 
O drama iniciou na madrugada desta terça, quando três homens renderam o filho da empresária Caroline Pereira Ribeiro e do engenheiro civil Marco Silveira, que caminhava com outros dois amigos na rua Cabral, no bairro Rio Branco. Mesmo levando os pertences dos jovens, os assaltantes exigiram levar o cão.

Chilly foi levado por uma rua escura, no colo dos assaltantes e não retornou mais para casa. A sua ausência aterrorizou a família Silveira. O espaço debaixo do sofá, na sala, preferido de Chilly, estava vazio. Os bonecos de borracha continuavam jogados ao chão. Chilly não estava lá. Angustiada, a família se mobilizou nas redes sociais à procura do cão. “Foi um desespero para todos quando ele foi roubado”, explicou Silveira.

Agitado, o cão percorria os corredores da delegacia, enquanto seus donos não chegavam. Os olhos pequenos, quase cobertos por pelo dourado e prata, denunciavam a aflição, que só terminaria por volta das 15h, quando os seus “pais” chegaram à delegacia. Aos reconhecê-los, os olhos de Chilly mostravam outro sentimento: alegria.

Caroline o resgatou do chão e o apertou contra o peito. Agora, ele estava seguro. Na verdade, em segurança estava. Afinal, virou o xodó dos agentes e andava à volta do delegado Luiz Fernando Martins Oliveira, sem entender como, de repente, sua vida mudou. E passou a conviver em meio a armas, longe de seus brinquedos e de sua “família”. O amor pelo pequeno bichinho de quatro patas fez a felicidade vigorar outras vez entre a família os policiais. Chilly finalmente pode retornar para o lar e vestir sua capa de chuva vermelha.

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