Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 06/05/2014
  • 20:36
  • Atualização: 20:47

Anfavea acredita que governo aumentará IPI sobre veículos

Reajuste aconteceria em julho como parte da compensação por gastos energéticos

Reajuste aconteceria em julho como parte da compensação por gastos energéticos | Foto: José Ernesto/CP Memória

Reajuste aconteceria em julho como parte da compensação por gastos energéticos | Foto: José Ernesto/CP Memória

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  • Agência Brasil

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, relatou nesta terça-feira que há indícios de que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor automotivo deverá subir em julho. “A sinalização que eu tenho é de que vai aumentar a alíquota”, relatou ao sair de reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Moan participava de grupo de trabalho que discute medidas para aumentar o comércio de veículos entre Brasil e Argentina. Criado na semana passada, ele definirá os parâmetros e as metas para o incremento do comércio de automóveis no Mercosul e, entre outras medidas, estuda a adoção de instrumentos para garantir operações de crédito para o setor.

A Secretaria da Receita Federal já havia informado que tem estudos para aumentar tributos como forma de compensar o gasto adicional de aproximadamente R$ 4 bilhões com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No fim de abril, o secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, havia informado que esses estudos estão em “análise superior” no Ministério da Fazenda.

Ele lembrou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já se manifestou dizendo que vão existir medidas para compensar o gasto extra com o setor energético. Entretanto, Nunes não quis adiantar quais setores podem ser afetados, para não gerar “ansiedade excessiva” nos contribuintes. O secretário adjunto também disse que “a análise de conveniência e custo político deve ser feita”. A existência dos estudos para a elevação dos tributos havia sido admitida pela primeira vez pela Receita no fim de março.


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