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07/05/2014 13:18 - Atualizado em 07/05/2014 13:38

Calheiros nega manobra protelatória para CPI da Petrobras

Presidente do Senado descartou estar pensando em ganhar mais tempo

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta quarta que não vai se valer dos questionamentos que o PT deve apresentar na sessão do Congresso na noite de hoje para adiar ainda mais o início do prazo de indicações para a CPI mista da Petrobras. "Não cabe ao presidente dizer qual CPI vai funcionar. Eu responderei sob essa ótica", destacou há pouco. Ele também negou que a convocação da sessão do Congresso seja uma manobra protelatória.

Por meio da senadora Gleisi Hoffmann, os petistas vão alegar uma questão de "prevalência", para tentar sobrepor a CPI do Senado, que deve ser instalada primeiro, sobre a CPI. O argumento dos governistas é que a comissão instalada primeiro tem poder de investigação.

Regimentalmente, Calheiros pode enviar a questão para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que atrasaria a definição sobre a CPI mista. Hoje, contudo, ele indicou que não vai se valer da manobra. "Ninguém está pensando em ganhar mais tempo ou perder tempo. O presidente tem que manter o equilíbrio".

Para tentar descolar de si a imagem de alguém que trabalha contra uma investigação por parlamentares, Calheiros mudou o discurso que vinha usando. "CPI ajuda mesmo quando as coisas estão sendo investigadas por canais normais. É uma investigação sob a ótica legislativa", afirmou.

Antes, o presidente do Senado se posicionava contra a comissão de inquérito, alegando o perigo de ela, em ano eleitoral, ser usada para fins de promoção. Ele alegava ainda que a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União já investigam as denúncias contra a Petrobras, que são alvo da comissão de inquérito.

Renan Calheiros não discorreu sobre sua expectativa quanto à decisão do Supremo Tribunal Federal, cujo plenário ainda precisa decidir sobre a determinação da ministra Rosa Weber de mandar instalar imediatamente a CPI exclusiva da Petrobras. "O que eu quero é que o Supremo decida, de uma forma ou de outra, mas decida coletivamente para que tenhamos um rumo definitivo toda vez que se repetir essa questão", finalizou.

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Fonte: AE






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