Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 07/05/2014
  • 18:30
  • Atualização: 19:15

Contrapartidas ambientais do Cais Mauá são impraticáveis, diz investidor

Consórcio busca negociação com poder público para compensar cerca de R$ 45 milhões

Investidores descartam prazo de entrega em 2015 para obra projetada | Foto: Consórcio Cais Mauá/Divulgação CP

Investidores descartam prazo de entrega em 2015 para obra projetada | Foto: Consórcio Cais Mauá/Divulgação CP

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  • Gabriel Jacobsen / Rádio Guaíba

O consórcio Cais Mauá do Brasil diz ser inviável o pagamento das obras de contrapartida ambiental exigidas pelo poder público como compensação pelas construções na região do Cais, em vias de ser revitalizado. As mais de 30 obras de contrapartida exigidas incluem duplicação de avenida e construção de uma elevada, estimadas pelo grupo em R$ 45 milhões.

O representante dos investidores, diretor-presidente da NSG Capital, Luiz Eduardo de Abreu, fala que o esperado eram contrapartidas na ordem de R$ 5 milhões, e que agora vai ser preciso negociar uma solução com o poder público. Entre as alternativas, Luiz Eduardo sugere que se estendam os prazos de pagamento do aluguel da área. Outra proposta é que o poder público autorize mais áreas construídas além das duas torres e do shopping pensados para a região do Cais.

“A gente quer ajudar, mas precisa de ajuda para ajudar. Porque a gente vai fazer coisas que estão fora da nossa área. Nesse valor não é razoável. A compensação veio em um volume não previsto. Eu não sei o que fazer senão negociar”, afirmou o executivo em entrevista pouco antes de apresentar o projeto de revitalização do Cais no evento Tá na Mesa, da Federasul.

Abreu ainda garantiu que a consórcio vai ceder parte da área do Cais para operação do catamarã e dos barcos de passeio do Guaíba. A ideia é criar um atracadouro coletivo para barcos privados e de turismo e outro próximo dos terminais de ônibus e trem, para o catamarã.

Além de áreas de lazer abertas e de diversos espaços comerciais e de alimentação, o executivo relatou que também está em avaliação a instalar um aquário e de uma roda gigante. Entretanto, evita indicar um calendário para as obras, rejeitando inclusive o prazo de 2015 citado anteriormente.

Para a Copa, entretanto, o executivo garante o funcionamento de uma área aberta com telão para visualização dos jogos, mostra da maquete do projeto e uma praça de alimentação com gastronomia tradicional do Rio Grande do Sul. Nesse primeiro momento, somente o pórtico central e os armazéns A e B estarão funcionando.

Como o muro da Mauá teve a permanência garantida por contrato, o grupo trabalha com três possibilidades para melhorar a estética do local. A primeira é que o muro possua uma lâmina de água. A segunda prevê que o muro seja ornamentado com iluminação especial. Por fim, existe a ideia de transformar o muro em espaço de arte de rua para grafiteiros.

Sobre o público consumidor, Abreu esclarece que o objetivo é oferecer tanto espaços de alimentação e consumo para as camadas menos abastadas, nas proximidades das estações de ônibus e trem, como outras mais refinadas no restante do espaço.

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