Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 07/05/2014
  • 19:38
  • Atualização: 19:39

Arlindo Chinaglia é eleito vice-presidente da Câmara

Petista foi eleito com 343 votos a 51 brancos e recebeu apoio até de partidos de oposição

Arlindo Chinaglia é eleito vice-presidente da Câmara | Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados / CP

Arlindo Chinaglia é eleito vice-presidente da Câmara | Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados / CP

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  • Agência Brasil

O deputado Arlindo Chinaglia (SP) foi eleito nesta quarta-feira para o cargo de primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados. Chinaglia teve o seu nome indicado pelo PT e aprovado pelo plenário da Câmara. O cargo estava vago desde 16 de abril, quando o deputado André Vargas (PR) renunciou para se defender das denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Na noite dessa terça-feira, após reunião da bancada, o PT indicou o nome de Chinaglia, que até então era líder do governo.

Partido com a maior bancada, o PT deveria ficar com a presidência da Câmara, mas um acordo com o PMDB, fez com que o partido ficasse com a vice-presidência nos dois últimos anos da Legislatura 2013-2014.

Para ser eleito, Chinaglia precisava de 257 votos, a maioria absoluta dos deputados. O petista foi eleito com 343 votos a 51 brancos. Mesmo partidos da oposição, como o DEM, saudaram a eleição do petista.

"Quero manifestar em nome do Democratas o nosso apoio para que o deputado Chinaglia possa exercer com dignidade a sua nova missão, totalmente distinta da que ele cumpria até então", disse o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Chinaglia disse que irá cumprir as funções "da melhor maneira possível", e que quando ocupava a função de líder do governo sempre respeitou os parlamentares. "Tive enfrentamentos, sempre respeitosos. As exceções, claro, só confirmam a regra", disse.

Após as denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara aprovou continuidade do processo disciplinar contra o deputado André Vargas, que também pediu desfiliação ao PT. O processo pode levar à cassação do mandato.

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