Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 08/05/2014
  • 07:27
  • Atualização: 07:33

Malala afirma que nigerianas sequestradas são suas irmãs

Estudante paquistanesa afirmou que atos de grupo extremista são abomináveis

Malala afirma que nigerianas sequestradas são suas irmãs | Foto: Stan Honda / AFP / CP Memória

Malala afirma que nigerianas sequestradas são suas irmãs | Foto: Stan Honda / AFP / CP Memória

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  • AFP

A estudante paquistanesa Malala Yousafzai, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato dos talibãs, afirmou que considera as mais de 200 adolescentes sequestradas por islamitas na Nigéria como suas irmãs. Em uma entrevista ao canal CNN exibida nessa quarta-feira à noite, Malala afirmou que o grupo extremista Boko Haram, responsável pelo sequestro em massa, não entende o islã e não estudou o Alcorão. "Quando soube que estas meninas haviam sido sequestradas na Nigéria me senti muito triste, pensei que minhas irmãs estavam na prisão e que deveria falar em seu favor", disse a adolescente.

Malala sobreviveu a um tiro na cabeça de um extremista que tentou assassiná-la em 2012 por sua militância a favor da educação das meninas em sua região natal do noroeste do Paquistão. Depois de receber tratamento médico intensivo, Malala, que agora tem 16 anos, se mudou para a Grã-Bretanha.

A jovem paquistanesa declarou que os atos do Boko Haram são abomináveis. "Como podem prender suas próprias irmãs e tratá-las tão mal?", perguntou, em referência às ameaças do grupo de vender as meninas como escravas. Vários países ofereceram ajuda a Nigéria para procurar as adolescentes. O sequestro provocou uma onda de indignação internacional.

O sequestro

Os sequestros acorreram após o rapto, em 14 de abril, de 276 estudantes de um colégio de Chibok, também no estado de Borno, reivindicado pelo líder do Boko Haram, Abubakar Shekau. Segundo as autoridades, 223 delas continuam sequestradas. Shenkau ameaçou vender como "escravas" as estudantes, o que provocou uma onda de indignação mundial. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na terça-feira o envio de uma equipe de especialistas, formada por militares e policiais, para ajudar as autoridades nigerianas a localizar as jovens.

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