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08/05/2014 15:16 - Atualizado em 08/05/2014 15:31

Ministério da Agricultura coloca empresas de leite sob fiscalização especial

Distribuidoras de laticínios que adulteraram alimento terão produtos retidos até apresentação de laudos

Distribuidoras de laticínios que adulteraram alimento terão produtos retidos até apresentação de laudos<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
Distribuidoras de laticínios que adulteraram alimento terão produtos retidos até apresentação de laudos
Crédito: Mauro Schaefer
Distribuidoras de laticínios que adulteraram alimento terão produtos retidos até apresentação de laudos
Crédito: Mauro Schaefer

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento colocou as empresas de laticínios do Rio Grande do Sul Pavlat e Hollmann sob Regime Especial de Fiscalização (REF). A sanção administrativa foi aplicada em função das suspeitas de que as indústricas vendiam leite adulterado ou fora dos padrões sanitários. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, cerca de 1 milhão de litros do produto foram comercializados desde janeiro de 2013, quando começaram as investigações que servem de base para a Operação Leite Compen$ado, deflagrada em maio do ano passado e cuja quinta fase foi feita hoje, com a prisão dos donos da Pavlat e da Hollmann, além de um executivo.

De acordo com o ministério, durante o prazo de vigência do regime especial, as ações de inspeção nas empresas serão intensificadas e nenhum produto será liberado para comercialização até que resultados de análises oficiais de cada lote produzido demonstrem estar em conformidade com os padrões. Além das ações de fiscalização, uma vez descoberta uma nova fraude, as empresas ficam obrigadas a incluir análises específicas dentro do programa de controle de qualidade.

Mais cedo, o ministro Neri Geller declarou que a nova fase da Operação Leite Compen$ado indica que o sistema de defesa sanitária do país “está funcionando” de forma adequada. “Isso demonstra que a defesa está funcionando. A fiscalização do Ministério da Agriculrura está funcionado. Estamos com equipe comprometida”, disse Geller.

De acordo com a professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, Mirna Gigante, a legislação brasileira proíbe a presença, em qualquer volume, dos produtos mencionados pelo Ministério Público."No leite cru, não é permitida a adição de nenhum produto, seja durante a coleta ou o transporte em caminhões refrigerados. Ou seja, dos postos de captação até chegar à indústria processadora, nenhum conservante pode ser adicionado", salientou Mirna. "Já durante o processamento do leite UHT (ou longa vida, vendido em caixas), a legislação permite que a indústria adicione o citrato. Soda cáustica, bicarbonato de sódio, água oxigenada não podem ser adicionados."

Conforme os os promotores do MP-RS, há provas de que não só os responsáveis pelas duas empresas sabiam que os produtos colocados à venda estavam fora dos padrões sanitários, apresentando uma série de problemas decorrentes do manuseio e das más condições de transporte e fabricação, mas também de que seus funcionários eram orientados a adulterar o leite comprado de produtores rurais gaúchos. Segundo o Ministério Público estadual, os três detidos davam ordens para que seus subordinados corrigissem a acidez do leite cru prestes a estragar, adicionando-lhe diversos produtos, como soda cáustica, bicarbonato de sódio, água oxigenada, citrato, entre outros. Ainda segundo o MP, amostras do produto inspecionado apontam a presença de água e de leite azedo e o volume das substâncias citadas que as empresas compravam chama a atenção.

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Fonte: Agência Brasil






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