Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 08/05/2014
  • 16:13
  • Atualização: 18:00

Falso intérprete do funeral de Mandela aparece em comercial

Thamsanqa Jantjie fingiu saber de linguagem de sinais na cerimônia

Thamsanqa Jantjie fingiu ser intérprete de linguagem de sinais | Foto: Reprodução CP

Thamsanqa Jantjie fingiu ser intérprete de linguagem de sinais | Foto: Reprodução CP

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  • AFP

O falso intérprete de linguagem de sinais que traduziu os discursos dos chefes de Estado durante a cerimônia em
homenagem a Nelson Mandela em dezembro, foi contratado para fazer propaganda de um aplicativo lançado pela empresa israelense Livelens, onde faz piada de si mesmo. Na cerimônia ao ex-chefe de Estado sul-africano, Thamsanqa Jantjie provocou indignação ao fingir ser intérprete de linguagem de sinais. Ele se justificou dizendo ser esquizofrênico.

Na propaganda postada na internet, Jantjie diz: "Olá, eu sou Thamsanqa Jantjie do funeral de Nelson Mandela!" "Acredite em mim, eu sou um verdadeiro intérprete de linguagem de sinais", diz, enquanto é dublado por uma voz feminina: "Eu não falo na língua de sinais. Eu estou realmente arrependido pelo que aconteceu", prossegue, enquanto a voz feminina diz: "Eu, uma celebridade! Hoje, vou me desculpar para o mundo inteiro. Hoje, faço publicidade por dinheiro". 

Ao final da propaganda, Thamsanqa Jantjie larga o paletó e começa a dançar. A companhia Livelens não respondeu a um pedido de comentário. "Não pensávamos que o nosso anúncio em vídeo despertaria tanto interesse", escreveu a empresa em sua página no Facebook. "Não há absolutamente nenhuma falta de respeito para com os surdos ou qualquer outra pessoa!", garantiu.

De acordo com a NBC, o comercial foi filmado em fevereiro quando Thamsanqa Jantjie deixou o hospital psiquiátrico onde permaneceu internado por mais de um mês. "Decidimos que o cara que fez o pior espetáculo do mundo seria a melhor pessoa" para promover o aplicativo que permite compartilhar vídeos, explicou Max Bluvband, diretor da empresa à NBC. "Finalmente, um homem esquizofrênico ganhou dinheiro para fazer uma bela campanha. Nós vemos isso como uma espécie de história triste com um final feliz", disse o gerente de marketing da Livelens.



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