Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 09/05/2014
  • 09:39
  • Atualização: 10:41

Porto Alegre tem a maior inflação do País, aponta IBGE

Alta de 1,08% foi puxada pelo aumento da tarifa de ônibus

Alta da inflação foi puxada pelo aumento da tarifa de ônibus | Foto: André Ávila / CP Memória

Alta da inflação foi puxada pelo aumento da tarifa de ônibus | Foto: André Ávila / CP Memória

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  • Correio do Povo

Porto Alegre registrou o maior Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, com variação de 1,08% em abril, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A capital gaúcha também registrou o segundo maior acumulado nos últimos 12 meses, com variação de 6,84%. Ficou atrás apenas do Rio de Janeiro, com 7,69%.

Segundo o IBGE, a alta foi decorrente do aumento da passagem de ônibus urbano (3,93%) com reajuste de 5,36% desde 7 de abril, além da energia elétrica (2,73%), com reajuste de 28,86% nas tarifas de uma das concessionárias desde 19 de abril.

Além de Porto Alegre, Fortaleza também registrou alta de 1,08%. Nessa capital, os alimentos consumidos em casa (2,68%) situaram-se bem acima da média nacional (1,52%). O menor índice foi o do Rio de Janeiro (0,42%), onde o item empregado doméstico apresentou queda de 0,54%. Os serviços de cabeleireiro (-2,22%) e de manicure (-0,75%) também apresentaram taxas em queda.



Inflação oficial tem queda de 0,67% em abril


Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no País apresentou variação de 0,67% em abril e ficou abaixo da taxa de 0,92% de março. A variação foi para 2,86% nos primeiros quatro meses deste ano, acima da taxa de 2,50% de igual período de 2013. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 6,28%, acima dos 6,15% relativos ao mesmo período anterior. Em abril de 2013 a taxa foi de 0,55%.

Alimentação e Bebidas (de 1,92% em março para 1,19% em abril) e Transporte (de 1,38% para 0,32%), que apontaram desaceleração no ritmo de crescimento de preços, foram os responsáveis pela redução da taxa do IPCA. Mesmo assim, o grupo dos alimentos continuou apresentando não só a mais elevada variação (1,19%) como o maior impacto no mês (0,30 ponto percentual). 

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